O Governo angolano considerou o Parque Solar Fotovoltaico do Luau, hoje inaugurado, como uma peça fundamental para o Corredor do Lobito e disse que a infraestrutura representa progresso, inclusão, desenvolvimento sustentável e esperança.

De acordo com o ministro da Energia e Águas de Angola, João Baptista Borges, o parque solar inaugurado hoje pelo Presidente angolano, João Lourenço, é uma obra estruturante, moderna e transformadora no quadro da Estratégia Nacional de Eletrificação.
“Este projeto representa muito mais do que a instalação de painéis solares, representa progresso, inclusão, desenvolvimento sustentável e esperança”, afirmou o ministro angolano na cerimónia de inauguração do parque localizado no município angolano do Luau, província do Moxico Leste.
João Baptista Borges considerou também que a inauguração do parque solar, que congrega 54.912 painéis para eletrificar 20.573 casas e beneficiar 94.000 habitantes de municípios daquela província, reflete uma “estratégia clara” do governo para o setor energético nacional.
“Que é levar energia de forma técnica, económica e ambientalmente sustentável às populações e aos territórios”, notou.
O governante reconheceu que há anos, as zonas rurais de Angola enfrentam desafios profundos no acesso à energia, a falta de eletricidade limitou oportunidades, travou o crescimento económico e dificultou o acesso a serviços essenciais.
Afirmou, contudo, que hoje [com a inauguração do parque solar] Angola dá um passo firme para mudar a referida realidade: “Este parque solar é, por isso, expressão concreta de uma política pública orientada para resultados, para a inclusão social, territorial e para a melhoria das condições de vida das populações”.
“Este parque solar é também a prova de que o futuro energético de Angola pode e deve ser construído com base em fontes limpas, renováveis e acessíveis”, referiu, o governante observando que no Luau — onde o sol brilha com abundância — transformou-se o recurso natural em “energia, desenvolvimento e dignidade”.
Instalado numa área de 60 hectares, com uma potência instalada de 31,85 megawatts e 79 megawatts de potência de armazenamento, o parque do Luau faz parte do projeto “Angola Energia 2025” que contempla a eletrificação até 2027 de 60 localidades rurais das províncias do Bié, Malanje, Lunda Norte, Lunda Sul, Moxico e Moxico Leste.
Segundo as autoridades, trata-se de um dos maiores programas públicos de energias renováveis da África subsaariana, com a execução a cargo do Grupo MCA e financiamento do Standard Chartered Bank e da Euler Hermes, num investimento global de 1,027 mil milhões de euros.
Baptista Borges salientou, por outro lado, que a eletrificação do Luau — município que dista há mais de 1.300 quilómetros da capital angolana (Luanda) e faz fronteira com a República Democrática do Congo “não é apenas um investimento local”.
“É uma peça fundamental para o sucesso do Corredor do Lobito”, vincou, acrescentando que com o parque solar, o Luau (que faz parte do circuito ferroviário do Corredor do Lobito) transforma-se num ponto de força e o Corredor ganha competitividade, sustentabilidade e impacto real.
Por sua vez, o governador da província do Moxico Leste, Crispiniano dos Santos, considerou que a inauguração do Parque Solar Fotovoltaico do Luau se traduz num “passo firme, seguro e irreversível” rumo ao desenvolvimento equilibrado de Angola.
Lusa

