A maior companhia de telefonia de Angola, Unitel, vai introduzir, ainda este ano, a tecnologia 5G no país e entrar na área de Mobile Money, com vista a consolidar a sua liderança no mercado.

Esta informação foi avançada pelo diretor-geral da Unitel, Miguel Geraldes, em entrevista concedida, recentemente, ao jornal Valor Económico.
Miguel Geraldes classificou a operadora como sendo uma das mais desenvolvidas do continente “a nível de conhecimento tecnológico” e de infraestrutura.
“A infraestrutura cá está muito mais bem desenvolvida que a maior parte dos países onde passei e a Unitel, a nível de conhecimento tecnológico, é talvez das mais desenvolvidas”, disse.
Questionado sobre 2020, o gestor respondeu que apesar das receitas estimadas da empresa, em dólares, terem caído mais de 60%, de 2,6 mil milhões de dólares em 2014 para menos de mil milhões de dólares, 2020 foi um bom ano para Unitel.
“Não é que em kwanzas não tenhamos crescido, mas a depreciação impactou-nos”, esclareceu.
“O grande desafio que a Unitel teve foi a depreciação do kwanza”, disse.
Para 2021, o gestor perspetiva o lançamento de novos serviços com a introdução da tecnologia 5G e a entrada da empresa na área de Mobile Money.
A Unitel começou a operar no mercado nacional em 2001, e conta atualmente com 12 milhões de clientes, representando cerca de 80% da quota do mercado, e espera atingir nos próximos 6 a 7 anos mais 10 milhões de clientes, totalizando 22 milhões.
A operadora disponibiliza os serviços de 2G, 3G e 4G na maioria das províncias.
Na quarta-feira (3), de manhã, a empresa registou uma quebra dos seus serviços. A falha deveu-se a um corte de energia elétrica por parte da ENDE, esclareceu à imprensa o diretor de operações, José Mavungo.

