Terça-feira, 2 de Junho, 2026

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Angola regista 21 casos confirmados de varíola dos macacos em seis províncias

As autoridades sanitárias angolanas confirmaram, esta segunda-feira, a existência de 21 casos de varíola dos macacos (Mpox) distribuídos por seis províncias do país, tendo reforçado as medidas de vigilância epidemiológica para conter a propagação da doença.

A informação foi avançada pelo director nacional de Saúde Pública, Eusébio Malamba, que explicou que o reforço da vigilância nos pontos de entrada do país, nas unidades sanitárias e nas comunidades permitiu identificar os casos até agora registados.

De acordo com os dados apresentados, a província de Cabinda lidera o número de infecções, com nove casos confirmados durante o mês de Maio. Seguem-se o Uíge, com cinco casos, e Luanda, com quatro. As províncias da Lunda-Norte, Cuanza-Sul e Zaire registaram um caso cada.

As autoridades revelaram igualmente que um dos pacientes abandonou o tratamento médico convencional para procurar assistência numa seita religiosa. O caso foi rapidamente localizado pelas equipas de saúde em Cabinda, permitindo a adopção imediata de medidas de controlo epidemiológico.

Segundo os responsáveis sanitários, foram identificados e acompanhados os contactos directos do paciente, que receberam vacinação preventiva, contribuindo para evitar novos contágios. As autoridades garantem que a situação se encontra sob controlo.

Durante a apresentação do balanço epidemiológico, os especialistas alertaram para o potencial de propagação da doença caso não sejam observadas as medidas de prevenção. A Mpox é considerada uma doença infecciosa que pode disseminar-se rapidamente através do contacto próximo com pessoas ou animais infectados.

Entre os principais sintomas destacam-se a febre elevada, dores no corpo e o aparecimento de lesões cutâneas alguns dias após os primeiros sinais da doença. As erupções geralmente começam na face e podem espalhar-se para outras partes do corpo, sendo frequentemente confundidas com doenças como sarampo, varicela ou sarna.

Os especialistas recomendam que qualquer pessoa que apresente sintomas suspeitos procure imediatamente uma unidade sanitária para avaliação e diagnóstico adequados.

Quanto às formas de transmissão, os profissionais de saúde explicam que a doença pode ser contraída através do contacto com animais infectados, nomeadamente macacos, morcegos, ratos e outros roedores, bem como pelo consumo da sua carne. A transmissão também ocorre através do contacto directo com pessoas infectadas ou com materiais contaminados.

Face ao aumento de casos, o Ministério da Saúde mantém activas as acções de vigilância, rastreio de contactos, vacinação e sensibilização comunitária, apelando à população para colaborar com as autoridades sanitárias e adoptar comportamentos preventivos que reduzam o risco de transmissão.

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