Os 11 ativistas detidos durante uma manifestação que teve lugar no dia 8 de janeiro de 2021, diante da administração municipal do Cazenga, começam a ser julgados esta terça-feira (12), um dia depois da data inicialmente indicada.
Os onze ativistas faziam parte de um grupo de mais de 100 cidadãos, que na manhã de sexta-feira (8), reclamavam das ações de limpeza e ordenamento do mural da cidadania, localizado no monumento Mulemba Waxa Ngola. O monumento foi criado pelos manifestantes, e nele constavam fotografias de alguns líderes das manifestações, pelo que a Administração do município do Cazenga decidiu limpar o muro onde estavam afixadas tais fotografias.
Os 11 manifestantes foram detidos pela Polícia Nacional sob acusação de vandalismo e arruaça.
Em declarações DW África, nesta segunda-feira, após o adiamento do julgamento que inicialmente estava previsto para ontem, segunda-feira, o advogado dos onze ativistas, Zola Bambi, disse que os seus constituintes ainda não foram formalmente acusados de nenhum crime qualificado dentro do nosso ordenamento penal, sinalizando desconhecer a razão da sua detenção.
Zola Bambi disse ainda à DW África que os” seus constituintes não cometeram crimes, porque foram detidos num ato de manifestação pacífica”.
A polícia alega, na voz do porta-voz do Comando provincial da Polícia Nacional, Inspector-chefe Nestor Goubel, que os manifestantes ameaçaram a integridade física dos funcionários da Administração e outros cidadãos que circulavam na via pública.

