Quarta-feira, 11 de Fevereiro, 2026

O seu direito à informação, sem compromissos

Pesquisar

Encargos tributários da Angola-LNG ascendem mais de 900 milhões de dólares

A empresa de processamento do gás liquefeito (Angola-LNG), localizada no município do Soyo, província do Zaire, contribuiu, em 2021, com 973.5 milhões de dólares norte-americanos em impostos tributários cobrados pela Administração Geral Tributária (AGT).

Este valor, de acordo com o director Executivo desta empresa, Amadeu de Azevedo, representa um aumento na ordem dos 946.5 milhões de dólares norte-americanos em relação ao ano de 2020.
 
O responsável, que prestava quinta-feira informações sobre o funcionamento da indústria à delegação do Tribunal de Contas de Angola, disse tratar-se de taxas de gás e aduaneiras, imposto sobre o valor acrescentado e outros.
 
Amadeu Azevedo explicou que, anualmente, o consórcio societário da referida empresa, constituído pela Sonangol, Chevron, BP, ENI e Total, recolhe, processa e lança no mercado global 5,2 milhões de toneladas de Gás Natural Liquefeito.
 
Amadeu de Azevedo anunciou, por outro lado, a criação de um outro consórcio, constituído por companhias que operam na empresa Angola-LNG, para a exploração do gás associado no bloco zero, em Cabinda, a partir de 2025.
 
Informou ainda que, no mesmo período, a Angola-LNG pagou 44.5 milhões de dólares à Agência de Petróleos e Gás resultantes da utilização dos gasodutos detidos por esta última entidade.
 
Pelo menos cerca de 13 mil milhões de dólares foram investidos na fábrica Angola- LNG, pela sociedade constituída pelas empresas Sonangol, Chevron, BP, ENI e Total para a recolha, processamento e venda anual de 5,2 milhões de toneladas de Gás Natural Liquefeito (LNG).
 
Dados disponíveis apontam que o primeiro carregamento do gás foi feito a 15 de Junho de 2013, depois seguiu-se um período de interregno, tendo retomado este processo em Maio de 2016.
 
O director executivo da Angola-LNG prestou essas informações à delegação do Tribunal de Contas, chefiada pela presidente desta instituição  veneranda Juíza Exalgina Gamboa, que constatou o funcionamento daquele empreendimento industrial, em companhia do seu homólogo português, José Tavares, que se encontra em visita de trabalho a Angola.

Angop

×
×

Cart