O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, fez saber, através do seu porta-voz, que está a acompanhar com “profunda preocupação” a situação no Mali, condenando o motim militar que levou à detenção do presidente, foi hoje anunciado.
Guterres “condena veementemente” estas ações, apelando para a “restauração imediata da ordem constitucional” e do “Estado de direito no Mali”.
O secretário-geral da ONU defende também a “libertação imediata” de Ibrahim Boubacar Keita e dos membros do seu Governo.
O Presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita, e o seu primeiro-ministro, Boubou Cissé, foram detidos por militares hoje ao final da tarde durante uma revolta, afirmou um dos líderes do motim citado pela agência France-Presse.
Os amotinados assumiram o controlo do campo militar e das ruas adjacentes, dirigindo-se então para o centro da capital, segundo um correspondente da AFP.
Em Bamako, foram recebidos com aplausos pelos manifestantes que exigem a demissão de Ibrahim Boubacar Keita (IBK).
Um dos catalisadores da atual crise política no Mali foi a invalidação, no final de abril, de 30 resultados das eleições legislativas pelo Tribunal Constitucional, incluindo cerca de uma dezena em favor da maioria parlamentar.
A decisão, aliada a fatores como o clima de instabilidade e insegurança sentido nos últimos anos no centro e norte do país, a estagnação económica e a prolongada corrupção instigaram várias manifestações contra IBK.

