A ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, defendeu esta quinta-feira, em Luanda, uma maior responsabilização colectiva dos dirigentes e quadros do sector financeiro do Estado, com vista ao reforço da previsibilidade, rigor e eficiência na gestão pública.

A governante falava durante a abertura do 15.º Conselho Consultivo do Ministério das Finanças, encontro que reúne responsáveis do sector para avaliar o desempenho institucional, discutir desafios e definir prioridades para a gestão das finanças públicas.
Na sua intervenção, Vera Daves de Sousa sublinhou que a responsabilidade colectiva constitui um elemento fundamental para garantir um funcionamento mais coordenado e eficaz das instituições, permitindo uma actuação orientada para o serviço público e para o reforço da confiança dos cidadãos nas acções do Estado.
Segundo a ministra, a credibilidade das instituições públicas depende da capacidade dos gestores em actuar com disciplina, coerência e sentido de missão, assegurando maior transparência e eficiência na administração dos recursos públicos.
A responsável destacou igualmente a necessidade de reforçar a cultura de rigor e responsabilidade na execução orçamental, numa altura em que o país continua empenhado em consolidar a estabilidade macroeconómica e melhorar a qualidade da despesa pública.
Durante o encontro, Vera Daves recomendou aos participantes uma actuação assente em critérios de disciplina, consistência e responsabilidade, defendendo também a aceleração da modernização administrativa através da inovação tecnológica e da revisão dos processos internos.
De acordo com a ministra, a transformação digital e a simplificação de procedimentos são factores essenciais para aumentar a agilidade dos serviços e melhorar a capacidade de resposta das instituições públicas às necessidades dos cidadãos e das empresas.
Nos últimos anos, o Ministério das Finanças tem implementado várias reformas destinadas a reforçar a transparência fiscal, melhorar o controlo da despesa pública e modernizar os sistemas de gestão financeira do Estado. Entre as prioridades do Executivo estão igualmente o aumento da arrecadação de receitas não petrolíferas, o combate à evasão fiscal e a melhoria do ambiente económico.
Analistas consideram que o reforço da disciplina institucional e da responsabilização colectiva poderá contribuir para consolidar os avanços registados na gestão macroeconómica do país, sobretudo num contexto marcado por desafios relacionados com a volatilidade do mercado petrolífero e a necessidade de diversificação económica.
O 15.º Conselho Consultivo do Ministério das Finanças decorre sob o lema da modernização, eficiência e responsabilidade institucional, reunindo gestores públicos, técnicos especializados e responsáveis provinciais do sector.
Angop

