O Banco Africano de Desenvolvimento aprovou um financiamento de 300 milhões de dólares norte-americanos destinado ao desenvolvimento de projectos ligados ao Corredor do Lobito, com foco nos sectores das águas, agricultura, saneamento e apoio às pequenas e médias empresas.

A informação foi avançada esta quarta-feira, em Luanda, pelo representante residente do BAD em Angola e São Tomé e Príncipe, Pietro Toigo, à margem do encerramento do 3.º Fórum de Negócios Angola-União Europeia.
Segundo o responsável, o financiamento integra a estratégia de apoio à dinamização económica do Corredor do Lobito, considerado um dos principais eixos logísticos e comerciais da região austral de África. O projecto visa melhorar as condições de infra-estrutura e estimular actividades económicas ao longo da rota ferroviária e rodoviária que liga o porto do Lobito aos países do interior do continente, como a Zâmbia e a República Democrática do Congo.
Pietro Toigo revelou ainda que está em preparação um novo pacote financeiro, previsto para este ano, destinado à efectiva operacionalização do corredor e ao reforço da capacidade de integração regional. O objectivo passa por consolidar o corredor como plataforma estratégica para o comércio, transporte de minerais e desenvolvimento agrícola.
O representante do BAD sublinhou igualmente que a carteira global de projectos da instituição em Angola está actualmente avaliada em cerca de 1,7 mil milhões de dólares. Os investimentos abrangem sectores considerados prioritários para o desenvolvimento económico e social do país, nomeadamente energia, abastecimento de água, agricultura, saneamento, ciência, tecnologia e infra-estruturas.
De acordo com o responsável, está ainda prevista, até ao final deste ano, a aprovação adicional de mais 200 milhões de dólares para reforçar os investimentos nas áreas já contempladas pela carteira activa do banco.
Nos últimos anos, o Corredor do Lobito tem atraído crescente atenção internacional devido ao seu potencial estratégico para facilitar o escoamento de recursos minerais críticos e impulsionar o comércio regional. O projecto tem contado com o apoio de parceiros internacionais, incluindo instituições financeiras multilaterais e investidores europeus e norte-americanos.
Especialistas consideram que a modernização do corredor poderá contribuir significativamente para a diversificação da economia angolana, aumentar a competitividade logística do país e estimular o surgimento de pequenas e médias empresas ligadas à cadeia de transporte, agricultura e serviços.
Angop

