Terça-feira, 3 de Março, 2026

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Trump anuncia entrega de até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano aos EUA sob controlo direto da Casa Branca

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta terça-feira, 6 de Janeiro, que o governo interino da Venezuela irá entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos, cujos lucros serão controlados diretamente por si, enquanto Chefe de Estado norte-americano.

A declaração foi feita através da plataforma Truth Social, onde Trump escreveu que as “autoridades interinas na Venezuela entregarão entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo de alta qualidade, sancionado, aos Estados Unidos da América”. Segundo o Presidente norte-americano, o crude será vendido a preço de mercado e os recursos financeiros resultantes ficarão sob a sua gestão, com o objectivo de garantir benefícios tanto para o povo venezuelano como para os Estados Unidos.

Trump revelou ainda que já instruiu o secretário de Energia, Chris Wright, a executar o plano “imediatamente”. De acordo com o Presidente, o petróleo será carregado em petroleiros e transportado directamente para portos norte-americanos.

Entretanto, o jornal Financial Times avançou que uma frota de petroleiros dos Estados Unidos deverá começar a carregar petróleo venezuelano nos próximos dias. A Chevron, principal empresa norte-americana ainda com operações relevantes na Venezuela, estará em conversações com a estatal PDVSA e com autoridades dos EUA para encaminhar parte do petróleo actualmente retido para refinarias norte-americanas, numa tentativa de aliviar a pressão sobre a degradada infraestrutura petrolífera venezuelana.

Fontes do sector indicam que Eimear Bonner, directora financeira da Chevron, e outros executivos seniores da indústria petrolífera norte-americana deverão reunir-se com Chris Wright à margem de uma conferência do sector em Miami, esta quarta-feira, 7 de Janeiro, para discutir a estratégia da Casa Branca em relação à Venezuela.

As declarações de Trump surgem num contexto de forte tensão internacional. No mesmo dia, as Nações Unidas manifestaram “profunda preocupação” com a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, alertando que a acção “violou um princípio fundamental do direito internacional”, ao recorrer ao uso da força contra a integridade territorial e a independência política de um Estado soberano.

Trump reiterou ainda que pretende reunir-se com empresas petrolíferas para aprofundar a cooperação no âmbito deste plano, ao mesmo tempo que voltou a acusar o Presidente Nicolás Maduro de governar de forma “violenta”.

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