Quinta-feira, 2 de Julho, 2026

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Sobe para 438 número de mortos por Ébola na RDCongo

O número de mortos por Ébola no leste da República Democrática do Congo (RDCongo) subiu para 438 e o de casos confirmados para 1.406, segundo dados do Governo hoje divulgados.

De acordo com o último boletim do Ministério da Comunicação da RDCongo, com dados compilados até 30 de junho, a taxa de letalidade está atualmente nos 31,2% sendo que 609 doentes estão em isolamento ou hospitalizados.

Além disso, a taxa de rastreio de contactos atingiu os 82,5%, enquanto 192 pessoas recuperaram da doença, segundo o relatório divulgado na noite de quarta-feira.

O Governo de Kinshasa afirmou que as capacidades de resposta continuam a ser reforçadas através do envio de veículos e ambulâncias, do fornecimento de medicamentos e equipamento de proteção e da intensificação dos esforços de comunicação e mobilização comunitária.

O Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) da RDCongo alertou que existem ainda desafios relacionados com os cuidados de prevenção ou o acesso aos serviços de saúde, bem como a deteção de possíveis novos casos provenientes de zonas de saúde não identificadas.

O mesmo organismo indicou que a “disseminação geográfica” exige uma investigação mais aprofundada.

O surto do vírus Ébola foi oficialmente declarado a 15 de maio em Ituri — província que faz fronteira com o Uganda e o Sudão do Sul, mas alastrou-se às províncias congolesas do leste do Kivu do Norte e do Kivu do Sul.

A epidemia chegou ao Uganda, onde foram detetadas 20 infeções, entre as quais, 15 casos considerados como tendo origem na RDCongo, resultando em duas mortes.

O Governo francês confirmou a deteção do primeiro caso positivo da doença pelo vírus Ébola num médico que regressou a França após uma missão na RDCongo.

A epidemia envolve a estirpe Bundibugyo, que apresenta uma taxa de mortalidade entre os 30% e os 50% e para a qual não existe vacina autorizada nem tratamento específico, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A OMS avaliou o risco de propagação na África Subsariana como elevado, ao mesmo tempo que considera baixo o risco global.

A OMS admitiu que o vírus tenha começado a circular em Ituri cerca de dois meses antes da declaração do surto e, a 17 de maio, classificou a epidemia como uma “emergência de saúde pública de importância internacional”.

Trata-se da terceira pior epidemia de Ébola registada até à data.

Os surtos mais graves ocorreram na região da África Ocidental entre 2014 e 2016 — causando aproximadamente 11 mil mortes e 28 mil infeções.

No leste do Congo, entre 2018 e 2020, o surto de Ébola resultou em 2.299 mortes e 3.481 casos.

O vírus Ébola transmite-se através do contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou de animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragia interna.

Lusa

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