Fontes do Pentágono confirmaram hoje o envio de elementos de uma divisão aerotransportada e de uma brigada de combate para o Médio Oriente, no âmbito da guerra com o Irão, avançou a agência de notícias Europa Press.

“Podemos confirmar que elementos do quartel-general da 82ª Divisão Aerotransportada, algumas equipas de apoio da divisão e a 1ª Brigada de Combate serão enviados para a área de responsabilidade do Comando Central dos EUA”, disseram fontes do Departamento de Defesa dos EUA (Pentágono), citadas pela agência de notícias espanhola Europa Press.
As mesmas fontes escusaram-se, no entanto, a fornecer “pormenores adicionais”, como a dimensão deste envio, alegando preocupações com a “segurança operacional”.
A confirmação foi feita depois de a imprensa norte-americana ter avançado que a decisão deve abranger entre 1.000 e 2.000 soldados, embora refira que isto não implica colocar tropas terrestres no Irão, mas sim mantê-las a postos.
Segundo os jornais The New York Times e The Washington Post, as autoridades norte-americanas estão a considerar o envio da Força de Resposta Imediata (uma unidade de resposta de emergência do Exército norte-americano) para o Médio Oriente para apoiar a Operação “Fúria Épica”.
A televisão Fox News noticiou ainda que o coFontes dmandante desta divisão, Brandon Tegtmeier, já recebeu ordens para se deslocar para a região, com vários voos preparados na Base Aérea de Pope, na Carolina do Norte.
Em resposta a estas informações, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, sublinhou que Teerão está a acompanhar de perto “todos os movimentos dos EUA” no Médio Oriente, e, “especialmente, o envio de tropas”.
As autoridades iranianas confirmaram, na sua última contagem, mais de 1.500 mortes resultantes da ofensiva israelo-americana, embora a organização não-governamental norte-americana Ativistas dos Direitos Humanos no Irão tenha elevado o número para mais de 3.000 pessoas.
Entre os mortos estão figuras proeminentes como o líder supremo iraniano, o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, os ministros da Defesa e da Inteligência, Aziz Nasirzadeh e Esmail Khatib, respetivamente, além de oficiais de alta patente das Forças Armadas e de outras agências de segurança.
A ofensiva foi lançada no dia 28 de fevereiro, quando estavam a decorrer negociações entre os Estados Unidos e o Irão para alcançar um novo acordo sobre a política nuclear da República Islâmica.
Teerão respondeu atacando território israelita e infraestruturas de apoio aos norte-americanos no Médio Oriente, incluindo bases militares.
Lusa

