O líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e presidente eleito do parlamento guineense, Domingos Simões Pereira, foi notificado para comparecer hoje no Tribunal Militar de Bissau.

A notificação não especifica em que qualidade o político foi convocado, nem indica o teor do processo.
Simões Pereira está em prisão domiciliária desde 30 de janeiro, após ter passado mais de 60 dias na Segunda Esquadra de Bissau.
O opositor foi detido por militares que protagonizaram um golpe de Estado na Guiné-Bissau em 26 de novembro, antes de serem divulgados os resultados das eleições.
Simões Pereira é líder do PAIGC e da coligação PAI- Terra Ranka, que venceu as eleições legislativas de junho de 2023 e foi afastada do poder com a dissolução do parlamento, tendo sido deposto da presidência do parlamento e o executivo substituído por um Governo de iniciativa presidencial.
Dois anos depois, a Guiné-Bissau foi a eleições gerais, presidenciais e legislativas, pela primeira vez sem o histórico partido PAIGC, excluído do processo eleitoral, assim como o líder, por decisão judicial.
O PAIGC apoiou nas eleições gerais de 23 de novembro de 2025 o candidato Fernando Dias, que reclamou vitória na primeira volta sobre o ex-Presidente e candidato a um segundo mandato, Umaro Sissoco Embaló.
Um golpe militar interrompeu o processo eleitoral, três dias depois das eleições e um dia antes da divulgação dos resultados oficiais provisórios.
Lusa

