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Trump diz a Netanyahu que pretende continuar negociações com Teerão

O Presidente norte-americano disse hoje que pretende prosseguir as conversações com o Irão numa reunião com o primeiro-ministro israelita, que insistiu nas “necessidades de segurança” de Israel.

Trump diz a Netanyahu que pretende continuar negociações com Teerão

“Não se chegou a nenhuma conclusão definitiva, exceto que insisti que as negociações com o Irão continuassem para ver se um acordo podia ou não ser concluído. Se for possível, indicarei ao primeiro-ministro que essa será a nossa preferência”, escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social, após receber Benjamin Netanyahu na Casa Branca.

Já o primeiro-ministro israelita, através de um comunicado, “insistiu nas necessidades de segurança do Estado de Israel no âmbito das negociações”

“Os dois líderes concordaram em continuar a coordenação e o contacto estreito entre si”, indicou o gabinete do líder israelita, em comunicado.

Caso as conversações com Teerão se mostrem infrutíferas, Trump disse que terão apenas que “aguardar o resultado”.

“Da última vez, o Irão decidiu que era melhor não fazer um acordo e foi atingido pelo ‘Midnight Hammer’ — o que não funcionou bem para eles. Esperamos que desta vez sejam mais razoáveis e responsáveis”, continuou, referindo-se aos bombardeamentos norte-americanos a instalações nucleares iranianas em junho de 2025.

Netanyahu chegou aos Estados Unidos na terça-feira para mais uma visita oficial.

Israel quer que o Irão concorde em limitar o enriquecimento de urânio, reduzir o programa de mísseis balísticos e acabar com qualquer apoio a milícias na região, como o movimento xiita libanês Hezbollah.

O Irão rejeitou estas exigências e afirmou estar disposto apenas a certas limitações ao programa nuclear, em troca de um alívio das sanções.

Na terça-feira, Trump considerou ser do interesse do Irão “um acordo” em matéria nuclear, e o contrário seria algo tolo, quando questionado sobre o assunto numa entrevista exclusiva à cadeia Fox News.

O Presidente norte-americano destacou a presença militar dos EUA no golfo Pérsico como um fator de pressão sobre Teerão, acrescentando que há uma “enorme frota” a caminho da região.

O porta-aviões USS Abraham Lincoln e a respetiva frota de ataque chegaram à região do golfo Pérsico a 26 de janeiro, de acordo com o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM).

 A Administração norte-americana descreveu esta deslocação de forças como uma medida de “vigilância e dissuasão” no quadro de possíveis ações do Irão, e indicou estar a avaliar o envio de um segundo porta-aviões, caso as negociações nucleares com Teerão não avancem.

Teerão e Washington retomaram as negociações em Omã na sexta-feira, pela primeira vez desde a guerra de 12 dias iniciada por Israel em junho de 2025.

Os ataques do ano passado tiveram como alvo responsáveis militares iranianos, cientistas nucleares e diversos locais, bem como áreas residenciais em vários pontos do Irão.

Os Estados Unidos juntaram-se à ofensiva atacando três instalações nucleares iranianas.

Teerão quer que as negociações em curso se concentrem exclusivamente no programa nuclear, insistindo no direito de enriquecer urânio para fins civis.

Lusa

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