Quarta-feira, 25 de Março, 2026

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CASA-CE sofre uma derrota desastrosa, saindo de 16 para zero deputados

A Coligação CASA-CE, que desde 2012 era a terceira maior força política em Angola, sofreu uma derrota desastrosa nas eleições de quarta-feira (24), ao não conseguir eleger qualquer deputado perdendo os 16 lugares conquistados nas eleições de 2017.

Com a saída da figura icónica de Abel Chivukuvuku da coligação, era previsível que a coligação iria perder assentos, mas ninguém pensava que fosse perder deste jeito.

Os últimos dados provisórios da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), divulgados na noite desta quinta-feira, depois de escrutinados 97,03 por cento dos votos, dão a CASA-CE apenas 46 mil 750 votos (0,75%), insuficiente para eleger qualquer deputado, assim como APN e P-Njango que conseguirem apenas 29 mil 740 votos (0,48%) e 26 mil 268 (0,42%), respectivamente.

O MPLA com 51,07% dos votos perdeu 26 assentos, passando de 150 para 124 assentos, mantendo uma maioria absoluta no parlamento suficiente para governar a vontade. Contudo, não vai poder fazer grandes reformas sem o consenso da UNITA.

A UNITA com 44,05% dos votos ganhou 39 assentos, passando de 51 para 90 assentos na Assembleia Nacional.

O PRS manteve os dois assentos parlamentares, enquanto a FNLA subiu de um para dois deputados.

O partido PHA, que também participou nas eleições gerais pela primeira vez, conseguiu dois lugares no parlamento.

O nível de abstenção foi de 54,35%, num universo de 14 milhões e 399 mil de eleitores. Em 2017, o nível de abstenção foi de 43 por cento, em 2008, foi de 12,64% e em 2012 foi de 37,24%.

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