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IDC apela para transparência nas eleições   

A Internacional Democrática do Centro (IDC) apelou este sábado, em Luanda, ao Governo de Angola no sentido de garantir que as eleições gerais do dia 24 de Agosto próximo sejam livres e transparentes, no quadro do reforço da democracia.

O apelo consta da resolução adoptada no final do encontro entre a instituição e a UNITA, denominada “Declaração de Luanda da IDC”, na qual esta organização manifesta, entre outras preocupações, o desejo de constar dos observadores internacionais a serem convidados pelo Governo angolano para acompanhar o pleito.

A IDC considera Angola um país muito importante na região africana, pelo que entende ser preciso prestar especial atenção ao processo em curso no país.

De acordo com o secretário do partido para as relações internacionais, Rafael Massanga Savimbi, que avançou o essencial da declaração, a instituição do Centro augura igualmente o desejo em ver na “linha de observadores” os parlamentos Pan-Africano e Europeu, além do Congresso Americano.

Ao falar em conferência de imprensa, no fecho do evento, o presidente desta organização inter-continental, André Pastrana, defendeu a necessidade de haver representação dos partidos políticos no processo de contagem e consequente divulgação de resultados, de forma a garantir maior clareza.

A UNITA, maior partido da oposição em Angola, ocupa uma das vice-presidências da IDC e reuniu nos dias 8 e 9 deste mês, em Luanda, com o Comité Executivo e a Assembleia-Geral da organização, num encontro que teve a participação, presencial e por vídeo-conferência, de representantes de cerca de 100 dos 110 partidos que a compõe, nos continentes africano, europeu e latino-americano.

O seu presidente, Adalberto Costa Júnior, afirmou ter sido positivo o encontro, na medida em que permitiu partilhar aspectos de uma democracia que considera ainda muito jovem, com muito para aprender e melhorar.

“Ainda assim, o balanço que fazemos é que foi um sucesso. Os trabalhos correram bem e, eu não tenho nenhuma dúvida, não foi bom apenas para a UNITA. Foi bom para Angola, o país esteve na visibilidade, no foco de todos quanto acompanharam os trabalhos do IDC”, disse, lamentando alguns transtornos.

A “Declaração de Luanda da IDC”, ora aprovada, carece ainda de emendas (daí não ter sido disponibilizada à imprensa), mas os participantes convergem na realização da próxima reunião dos seus órgãos principais (Assembleia-geral e Comité Executivo) entre Outubro ou Novembro do ano em curso, em Buenos Aires (Argentina).

Durante dois dias as partes analisaram a vida interna da organização, tendo aprovado, entre outros, a acta da última reunião do Comité Executivo da IDC, realizada em Abril, e o calendário de actividades para o segundo semestre deste ano.

Angop

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