O governo português anunciou hoje que o processo de reprivatização dos 71,73% da Efacec, que pertencia à empresária angolana Isabel dos Santos, nacionalizado pelo Estado português, que decorre de 06 de maio a 02 de setembro, poderá ser pode ser prorrogado.

A nacionalização resultou do envolvimento de Isabel dos Santos no ‘Luanda Leaks’. Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação que revelou, em 19 de janeiro de 2020, mais de 715 mil ficheiros com alegados esquemas financeiros da empresária e do marido para retirar dinheiro do erário público angolano através de paraísos fiscais.
A empresária angolana tinha entrado no capital da Efacec Power Solutions em 2015, após comprar a sua posição aos grupos portugueses José de Mello e Têxtil Manuel Gonçalves, ainda acionistas da empresa.
Em maio passado, o Governo português anunciou terem sido selecionados cinco das 10 propostas de reprivatização da Efacec, tendo sido “admitidos a participar na segunda fase do processo de alienação das ações objeto da venda direta do capital social da Efacec Power Solutions os potenciais proponentes Chint Group Corporation, Ltd; DST SGPS, S.A; Elsewedy Electric Corporation, S.A.E; Iberdrola, S.A; e Sing – Investimentos Globais, SGPS, S.A.”.
Lusa
