Quarta-feira, 25 de Março, 2026

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Ex-administradora do Golungo Alto começa a ser julgada hoje por peculato e falsificação de documentos

O processo-crime que envolve a ex-administradora municipal do Golungo Alto, Teresa Francisco da Costa, acusada de crimes económicos, começa a ser julgado, nesta terça-feira, pelo Tribunal Provincial do Cuanza Norte.

Em prisão preventiva desde Dezembro de 2020, Teresa da Costa é indiciada, pela Procuradoria-Geral da República (PGR), pelos crimes de peculato, falsificação de documentos e violação de normas de execução do plano do orçamento.

A PGR acusa ainda a ex-responsável, arrolada no processo número 86/21-C, de associação criminosa, tráfico de influência e participação económica em negócio.

De acordo com uma nota daquele tribunal, as sessões de julgamento vão decorrer de 22 a 25 deste mês numa das salas de audiência do Tribunal da Comarca do Cazengo, nesta cidade.

Teresa da Costa foi constituída arguida num processo-crime que inclui os filhos Graciete Francisco da Costa Júnior, Nelson Francisco da Costa e Agnelo Francisco da Costa. Este último ocupava o cargo de director municipal do Gabinete de Estudos, Planificação e Estatística (GEPE), na administração municipal do Golungo Alto.

Foi também constituído arguido, no mesmo processo, o ex-administrador municipal adjunto do Bolongongo, Norberto Capemba da Silva, bem como um outro cidadão identificado por Anastácio António Zuica.

A PGR, em nota enviada à ANGOP, aquando da sua detenção, referia que a ex-administradora, que dirigiu o município do Golungo Alto durante cinco anos, em conluio com os filhos e Norberto da Silva, seu parceiro nos negócios, procedeu ao pagamento de despesas que nunca chegaram a ser executadas.

Além de Teresa da Costa, foram constituídos arguidos e detidos no Cuanza Norte os ex-administradores municipais do Lucala, Bolongongo e Ngonguembo, respectivamente José Teixeira da Conceição, Miguel Gaspar e Daniel Manuel Domingos, cujos julgamentos estão para breve.

Dados da PGR avançam que, no âmbito do combate à corrupção e dos crimes de branqueamento de capitais, estão indiciados 20 ex-gestores públicos na província do Cuanza Norte.

Avança ainda que as autoridades da província registaram, em 2020, perdas estimadas em Kz 500 milhões, em bens patrimoniais e valores monetários, decorrentes de crimes de corrupção que estão a ser investigados pela PGR.

Angop

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