A Inspecção Geral da Administração do Estado (IGAE) regista todos os meses duas mil e quatrocentas denúncias contra agentes públicos que actuam para obtenção de benefícios próprios.

Esta informação foi prestada nesta terça-feira pelo inspector geral desse órgão, Sebastião Ngunza, num encontro mantido com operadores económicos do sector privado tendo na ocasião apelado a cultura denuncia.
De acordo com o responsável, estas denúncias estão relacionadas com extorsão, suborno e corrupção, sendo os mais visados falsos agentes da Polícia Nacional, funcionários de conservatórias, da educação e da saúde.
Sebastião Ngunza explicou que estas denúncias, após a actuação da IGAE, são encaminhadas para o devido tratamento a órgãos como o Serviço de Investigação Criminal (SIC), Procuradoria Geral da República (PGR), Polícia Nacional (PN), entre outros.
Referiu que o País ganha com esta cultura, uma vez que a mesma contribui para melhoria do ambiente de negócios, dando aos operadores económicos uma maior tranquilidade na sua actividade.
Entretanto, o ministro do Comércio e Indústria, Victor Fernando, afirmou que o encontro visou dar a conhecer aos operadores económicos, as áreas de actuação da IGAE, para que as mesmas não sejam enganadas por falsos inspectores.
Explicou que, para o efeito, foi retirada a actividade inspectiva ao INADEC, a qual se encarrega actualmente apenas na defesa do consumidor passando a inspecção a cargo para a ANIESA e a IGAE.
O governante considerou o encontro de pedagógico visto que a IGAE deu a conhecer as suas áreas de actuação.
Na sequência da reforma da função inspectiva, foi aprovado um novo estatuto orgânico da IGAE, ajustado ao novo paradigma de organização e funcionamento.
Com a reforma, são extintos os gabinetes de inspecção constantes na orgânica dos governos provinciais, bem como a transição do pessoal afecto aos referidos gabinetes para o quadro de pessoal da IGAE.
A Inspecção Geral da Administração do Estado está empenhada em combater e corrigir irregularidades, como fraude, corrupção, violação na execução do orçamento, denegação do poder disciplinar, peculato, abuso de poder, nepotismo e outros comportamentos.
Fonte: Angop

