O presidente da Frente Nacional para Libertação de Angola (FNLA), Lucas Ngonda, anunciou a reestruturação interna do partido e reconheceu a existência de um “pântano” de problemas e apelou a reconciliação.
Lucas Ngonda que falava nesta quarta-feira (30), no encerramento do ano político 2020, disse que o ano de 2021 será determinante para o seu partido face às eleições autárquicas e gerais que se avizinham.
“Este ano que vem, será determinante para FNLA, ou vamos fracassar, ou vamos vencer”, disse Lucas Ngonda salientando que o seu partido tem uma série de etapas a cumprir que, “têm a ver com a reestruturação interna do próprio partido e com as formas de governação de Angola, referindo-se às eleições autárquicas e gerais.
O líder do partido histórico, reconheceu a existência de um “pântano” de problemas no seio do partido e apelou a reconciliação, para que se ponha fim as divergências internas.
“Temos que pôr fim a este pântano, porque temos uma missão histórica a cumprir. Problemas muitos graves que nos levassem a esses pântanos não existem, mas problema muito grave da situação dos dirigentes e militantes da FNLA, isso é verdade”, reconheceu.
Já o primeiro secretário provincial da FNLA em Malanje, Luciano Lucas dos Santos, instou os militantes e quadros da organização a trabalhar com afinco para que nos próximos tempos, o partido recupere a hegemonia na arena política nacional.
Luciano Lucas disse ser uma realidade que impõe o arregaçar das mangas, para elevar o partido a outros níveis que sejam compatíveis com a dimensão da sua história e combater a condição humilhante que a FNLA vive desde o multi-partidarismo.
“Da força política de referência que fomos na luta de libertação de Angola, passamos a um grupinho insignificante no parlamento durante quatro legislaturas”, frisou acrescentando que o partido está a reorganizar-se com base ao novo paradigma sócio-político.
A FNLA vai organizar de 16 a 19 de junho, o seu 5º Congresso Ordinário.

