Segunda-feira, 25 de Maio, 2026

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Mais de 3 mil angolanos refugiados na Namíbia devido à seca regressam ao país

Mais de três mil angolanos refugiados na Namíbia devido à seca e a fome que assola a região do sul do país poderão regressar ao país nos próximos dias e serão reassentados na região de Calueque, no Município de Ombandja, província do Cunene.

Para efeito, uma Comissão Multissectorial do governo angolano trabalhou esta sexta-feira, na referida região para constatar as condições criadas pelo governo do Cunene, prevendo o regresso dos três mil refugiados angolanos que encontram-se na localidade de Omatunda, região de Omusati, no Norte da Namíbia, no âmbito de um programa emergencial elaborado pelo executivo.

De acordo com o comandante nacional adjunto dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros (SPB), o comissário-bombeiro Manuel Lutango, a visita serviu para verificar o espaço identificado para o realojamento dos refugiados, trabalhar na criação  das condições mínimas exigidas, desde água, energia eléctrica e outras infraestruturas.

Manuel Lutango garantiu que todas as condições estão a ser criadas pelo Governo angolano  para que os refugiados na República da Namíbia  sejam realojados. 

O Governo da Província do Cunene reservou uma área de 24 hectares, nas localidades de Calueque e Omambonde nos municípios de Ombadja e Curoca, onde serão preparados 110 lotes para mil 200 pessoas, numa primeira fase, espaço que poderá  ser alargado em função do número de regressados.

De acordo com palavras do vice-governador do Cunene, Faustino Cortez, para além do realojamento, foi criada uma zona para cultivo, onde as comunidades estão inseridas na actividade agrícola de irrigação, aproveitando a água do rio Cunene.

O governante garantiu  igualmente que na zona será  instalado um hospital de campanha com capacidade para 200 camas.

Faustino Cortez afirmou que em consequência da fome, motivada pela seca, milhares de angolanos dos municípios oriundos dos Gambos e Chibia (Huíla), Virei e Tômbwa (Namibe) e da Cahama e Curoca (Cunene), imigraram para a  vizinha República da Namíbia à procura de trabalho em campos agrícolas, pastorícia ou como empregados domésticos.

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