O presidente da República Centro-Africana, Faustin-Archange Touadéra, anunciou, esta sexta-feira (15), “um cessar-fogo unilateral” por parte do exército no conflito com grupos rebeldes.

“Anuncio nesta noite o fim das operações militares e de qualquer acção armada em todo o território nacional, a partir (…) desta meia-noite”, anunciou à rádio estatal, citado pela agência noticiosa francesa AFP.
Os rebeldes aceitaram a trégua à exceção de duas importantes organizações.
O anúncio surge em consequência dos esforços empreendidos pela Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos (CIRGL), cujo Presidente em exercício é o Chefe de Estado angolano, João Lourenço.
Segundo Faustin Touadéra, o cessar-fogo imediato é a demonstração (…) da sua “firme vontade de favorecer o caminho do diálogo” com os grupos rebeldes.
Considerado o segundo país menos desenvolvido do mundo pela ONU, a República Centro-Africana está mergulhada numa sangrenta guerra civil desde um golpe de Estado, em 2013.
Segundo a agência AFP, este conflito diminuiu de intensidade nos últimos três anos, mas o governo central ainda não controla grande parte do território.
Na sua terceira Mini-Cimeira, realizada em Luanda, em Setembro último, a CIRGL havia incentivado o Governo da República Centro-Africana (RCA) a declarar cessar-fogo o “mais urgente possível”, a fim de abrir caminho para a paz naquele país.
Os Chefes de Estado e de Governo da CIRGL consideraram, na altura, a declaração de cessar-fogo “um factor imprescindível para o sucesso de todo o processo e a criação de um clima propício à paz e à reconciliação nacional”.
Na reunião, havia sido reafirmada a necessidade de se revitalizar o Acordo Político para Paz e Reconciliação, negociado em Cartum, no Sudão.
O mesmo acordo foi assinado a 6 de Fevereiro de 2019, em Bangui (RCA), como referência na busca de uma solução duradoura para a crise centro-africana.
Lusa

