Segunda-feira, 11 de Maio, 2026

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Governo admite aligeiramento das medidas contra a covid-19 no próximo decreto

O Executivo angolano admitiu, esta terça-feira (6), “um possível aligeiramento” das medidas de prevenção contra a Covid-19, no próximo Decreto Presidencial, que entra em vigor no dia 9 do corrente mês, visando fundamentalmente o sector económico.

O anúncio foi feito no final da reunião da Comissão Multissectorial de Prevenção e Combate à Covid-19, orientada pela Coordenadora-adjunta e ministra de Estado para Área Social, Carolina Cerqueira.

A Ministra da saúde, Sílvia Lutucuta, que falou à imprensa no fim da reunião, informou que este abrandamento está a ser analisado cautelosamente e visa fundamentalmente o sector económico.

“É importante dizer que estamos a fazer uma análise profunda do decreto passado porque em breve teremos um novo decreto do Estado de Calamidade em que estamos também a olhar para economia e vamos promover aqui alguns aligeiramentos, mas muito bem calculados”, disse Sílvia Lutucuta.

A ministra da Saúde admitiu ter havido melhorias no ponto epidemiológico, mas alerta que ainda não podemos baixar a guarda por existirem ainda muitas cadeias de transmissão.

“Temos estado a melhorar do ponto de vista epidemiológico, mas não podemos baixar a guarda. Nós temos de facto um número mais baixo de casos, mas ainda temos muitas cadeias de transmissão, ainda temos muitos casos positivos. Portanto, só quando baixar e tivermos um grau de transmissibilidade menor, aí podemos ter algum descanso, mas para isso, temos que continuar a cumprir com as medidas de biossegurança”, alertou a ministra.

Sílvia Lutucuta reiterou a necessidade da observância das medidas de prevenção numa altura em que já foram detectados no país 4 casos da variante delta, uma variante bastante virulenta e altamente transmissível.

“Continuamos com os 4 casos da variante delta, esses casos foram diagnosticados no aeroporto, à chegada, mais uma razão para dizer que a testagem no aeroporto impõe-se”.

A ministra alertou ainda contra a variante delta plus, “que ainda é pior. É uma variante bastante virulenta, de alta transmissibilidade que afecta qualquer idade e pode dar manifestações muitos graves”.

Sílvia Lutucuta observou que as medidas de prevenção continuam a ser a mesmas para qualquer variante: evitar os ajuntamentos, continuar a usar a máscara correctamente, promover o distanciamento entre as pessoas, lavagem constante das mãos com água e sabão, e o uso do álcool gel.

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