Domingo, 8 de Março, 2026

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Dificuldades financeiras inviabilizam emissão de Eurobonds

A ministra das Finanças, Vera Daves, afirmou, nesta terça-feira, não haver condições financeiras para a emissão de títulos de crédito de dívida soberana sob forma de Eurobonds, neste ano de 2021, o que poderá, eventualmente, acontecer em 2022.

Os Eurobonds são títulos de dívida soberana em moeda estrangeira, neste caso, em dólares. 

Em entrevista à agência de notícias norte-americana Bloomberg, Vera Daves refere que o Plano Anual de Dívida Pública-2021, já publicado no website da Unidade de Gestão da Dívida (UGD), não faz menção à emissão de Eurobonds.

“Não temos intenção de emitir Eurobonds este ano. Vamos ver se temos condições financeiras para o próximo ano”, afirmou a governante.

Em Novembro de 2015, Angola estreou-se na emissão de Eurobonds, captando no mercado externo cerca de 1,5 mil milhões de dólares a uma taxa de juro de 9,5 por cento ao ano e uma  maturidade de dez anos.

Em 2018 foi feita a  segunda emissão, em duas parcelas, uma primeira no valor nominal de 1,75 mil milhões de dólares, a uma taxa de juro de 8,25 por cento ano e maturidade de dez anos, e a segunda de 1,25 mil milhões, juro de 9,375 por cento e maturidade de 30 anos. 

As duas emissões permitiram angariar 1.500 milhões de dólares (1.310 milhões de euros), em 2015, e 3.500 milhões de dólares (3.050 milhões de euros), em 2018. Três meses depois, o Governo avançou com a reabertura daquela emissão, dada a forte procura que existiu, garantindo mais 500 milhões de dólares.

No total foram feitas três emissões, sendo a primeira em 2015, no valor de 1,5 mil milhões; a segunda em 2018; e a terceira em 2019, no montante de três mil milhões de dólares cada.

A última autorização de emissão de títulos de dívida soberana nos mercados internacionais foi dada por meio do Despacho Presidencial nº  44/20, de 18 de Março, para crédito no valor estimado até  USD três mil milhões.

O documento a que a Angop teve acesso, na altura, justificava a medida, ao ser accionada, com a necessidade de cobertura dos encargos orçamentais no exercício económico de 2020.

Angop

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