Sexta-feira, 31 de Julho, 2026

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Joe Biden anuncia investimentos de 2,3 biliões de dólares em infraestruturas

O presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou na quarta-feira um plano de investimentos de 2,3 biliões (milhão de milhões) de dólares (dois biliões de euros) para renovar e modernizar as infraestruturas dos EUA nos próximos oito anos.

Joe Biden anuncia investimentos de 2,3 biliões de dólares em infraestruturas

Ao discursar no centro de formação do sindicato dos carpinteiros em Pittsburgh, Biden classificou o projeto como “o investimento de uma geração na América”.

O presidente foi ao ponto de comparar o seu projeto de transformação da economia dos EUA com a corrida ao espaço e prometeu resultados tão grandes à escala como os programas ‘New Deal’, do presidente Franklin D. Roosevelt, ou ‘Great Society’, do presidente Lyndon B. Johnson, que formataram os EUA no século XX.

“Este é um investimento que se faz uma vez por geração, diferente de tudo o que se viu ou fez desde que construímos o sistema de autoestradas interestatal ou a corrida ao espaço, há décadas. De facto, é o maior investimento em emprego nos EUA desde a Segunda Guerra Mundial. Vamos criar milhões de empregos, empregos bem pagos”, declarou.

Dirigentes da Casa Branca adiantaram que o investimento vai gerar estes empregos à medida que o país sai dos combustíveis fósseis e combate os perigos das alterações climáticas.

O financiamento dos projetos virá de uma subida dos impostos sobre empresas. Ao fazê-lo Biden vai passar as taxas sobre lucros de 21% para 28%, anulando a decisão dos republicanos de 2017.

Por outro lado, Biden apontou o dedo à fuga fiscal: “91 das empresas da ‘Fortune 500’, incluindo a Amazon, não pagam um único cêntimo em impostos sobre lucos”.

O anúncio de quarta-feira vai ser seguido, nas próximas semanas, por outro anúncio de Biden de um pacote equiparado de investimentos em cuidados infantis, créditos fiscais para famílias e outros programas internos. Este novo pacote de dois biliões de dólares vai ser pago por aumento de impostos sobre indivíduos e famílias com riqueza.

“Wall Street não construiu este país”, disse Biden. “Vocês, classe média, construíram este país. E os sindicatos construíram a classe média”.

A Casa Branca já detalhou que a maior parte da proposta inclui 621 mil milhões de dólares para estradas, pontes, vias públicas, estações de carregamento de veículos elétricos e outras infraestruturas de transporte. Este investimento vai afastar o país dos motores de combustão interna que a indústria automóvel como uma tecnologia crescentemente antiquada.

Outros 111 mil milhões estão destinados à retirada de tubos de alumínio no transporte de água e modernização das redes de esgotos.

A internet de banda larga vai cobrir os EUA graças ao financiamento de 100 mil milhões.

Uma verba similar vai ser afetada à modernização da rede elétrica para distribuir eletricidade limpa. As casas vão ser melhoradas, as escolas vão ser modernizadas, os trabalhadores formados e os hospitais renovados segundo este plano, que também contempla o reforço da indústria norte-americana.

Esta atividade leva os economistas a preverem que o produto interno bruto dos EUA possa crescer cerca de seis por vento este ano.

Para impedir as empresas de mudarem os lucros para o estrangeiro de forma a evitarem serem taxados, vai ser imposta uma taxa global única de 21%.

O código fiscal vai também ser atualizado para impedir a empresas de recorrerem a fusões com entidades estrangeiras e evitarem os impostos mudando a sede para um paraíso fiscal. E, entre outras disposições, o fisco vai aumentar as inspeções às empresas.

Os investimentos em infraestruturas costumam estimular o crescimento económico. O tempo gasto em viagens pode ser reduzido e a saúde pública pode ser melhorada, enquanto os empregos na construção favorecem as despesas de consumo.

A economista-chefe da Standard & Poor’s, Beth Ann Bovino, estimou em 2020 que um investimento em infraestruturas na ordem dos 2,1 biliões de dólares pode acrescentar 5,7 biliões de dólares à economia ao longo de uma década.

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