O antigo governador do Banco Nacional de Angola, Walter Filipe, é ouvido hoje na qualidade de declarante no caso GRECIMA.

O Tribunal Supremo procura encontrar provas materiais dos factos do processo-crime que envolve Manuel Rabelais, que responde às acusações de crimes de peculato, branqueamento de capitais e violação das normas de execução orçamental, enquanto diretor do Gabinete de Revitalização da Comunicação Institucional e Marketing da Administração do Estado (GRECIMA).
Os crimes de que vem acusado Manuel Rabelais remontam a 2016 e 2017, período em que Manuel Rabelais teria usado os seus poderes no GRECIMA para adquirir junto do Banco Nacional de Angola divisas que eram canalizadas para alguns bancos comerciais.
De acordo com a acusação, o antigo ministro da Comunicação Social de Angola teria movimentado o equivalente a mais de 250 mil euros das contas do GRECIMA “mesmo depois da extinção do órgão”.
O Tribunal Supremo deverá também ouvir, na condição de declarantes, 14 indivíduos entre empresários e responsáveis de instituições públicas, seguindo-se a fase da preparação das alegações antes da leitura da sentença.
Ontem o Tribunal concluiu o interrogatório ao corréu Hilário Santos, principal colaborador de Manuel Rabelais. Hilário Santos confirmou em tribunal que angariava clientes para a compra de divisas no BCI, BPC e BIC, divisas estas que serviam para pagar jornalistas estrangeiros que criticavam Angola e os seus dirigentes.
Hilário Santos revelou que todos os valores em divisas solicitados ao BNA, se destinavam ao GRECIMA e o destino dos mesmos apenas a Manuel Rabelais cabia.

