O Comando da Polícia no Município do Cazenga exortou hoje os munícipes do distrito urbano de Kalawenda a participar de forma activa nas iniciativas de combate à delinquência, denunciando crimes cometidos por marginais.
Apesar de não apresentar números que ilustram o engajamento da polícia no combate ao crime, o comandante da polícia no Cazenga, Joaquim Conceição, disse à Angop que o órgão tem trabalhado nos últimos tempos no desmantelamento de grupos que se dedicam a assaltos a mão armada e em lutas que muitas vezes terminam em mortes.
A par das acções operativas, referiu que a polícia também tem estado a desenvolver acções pedagógicas junto da população, para ajudar no combate à delinquência.
O superintendente-chefe, que falava à Angop no final de um encontro de auscultação com a população sobre o estado da criminalidade nesta circunscrição, aconselhou os munícipes a denunciarem os criminosos, enquanto aos pais pediu que conversem com os seus filhos para não aderirem à prática da delinquência.
Explicou que a missão da Polícia no Cazenga é ouvir, registar e reagir, uma acção que passa pela identificação dos autores de práticas criminais, reeducação e a responsabilização criminal, quando for necessário.
Para passar testemunho sobre o mal causado pela delinquência, o presidente da Associação Delinquência Fora das Ruas, Matias Rodrigues Correia, ex-delinquente, disse que o projecto já retirou mais de 800 jovens da delinquência.
Com o apoio da Administração Municipal, os jovens que abandonaram a delinquência passaram a frequentar escolas e públicas e privadas e centros de formação, para a sua reinserção na sociedade.
Matias Rodrigues, jovem que se dedicou ao crime durante vinte anos, já foi preso por cinco vezes, tendo perdido a sua mãe, devido a ajuste de contas.
Confessou que a ideia de abandonar o crime surgiu quando esteve preso em Calomboloca, há dois anos.
Agora reinserido na sociedade, o jovem realiza campanhas de sensibilização, numa parceria com a Polícia Nacional, junto de grupos de jovens do “mundo do crime”.
Com as acções de luta contra a delinquência que está a desenvolver agora no município e no seu bairro, o jovem diz estar a ganhar a confiança da família e dos vizinhos que o temiam, quando era delinquente.
Concluiu aconselhando os jovens a abandonar a delinquência, porque o crime não compensa.

