Quarta-feira, 18 de Março, 2026

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OMS regista desaceleração de novos casos e mortes por COVID-19 no mundo

A pandemia de COVID-19 regista uma desaceleração na maioria das regiões, sobretudo no continente americano, de acordo com os dados semanais publicados nesta terça-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS)

Mais de 1,7 milhão de novos casos de COVID-19 e 39.000 mortes foram contabilizadas na semana passada (17-23 de agosto), o que significa uma queda de 5% nos contágios e de 12% dos óbitos na comparação com o período anterior (10-16 de agosto).

A desaceleração foi registada em todas as regiões, com exceção do sudeste asiático e no Mediterrâneo oriental.

O continente americano é a região onde a epidemia registou a desaceleração mais intensa, com uma queda de 11% dos novos casos e de 17% das mortes, em boa parte graças a uma propagação mais lenta nos Estados Unidos e Brasil, os dois países mais afetados do mundo.

Mas vários países e territórios do Caribe relataram um forte aumento de casos e mortes nos últimos sete dias, algo que, de acordo com a OMS, pode ser parcialmente motivado pela retomada do turismo.

O sudeste asiático, segunda região mais afetada, registou um aumento de 4% de novos casos e mortes na semana passada. A Índia continua a ser o país mais afetado na área, com 455.000 novos casos constatados na semana.

O número de novos casos no Mediterrâneo oriental também avançou 4%, mas o número de mortes caiu (-5%), o que significa que a região registou a sexta queda semana consecutiva.

Na Europa, onde o número de novos casos aumentou nas últimas semanas, o ritmo registou leve desaceleração, segundo a OMS.

O número de mortes semanais na Europa diminuiu 12%. A OMS destaca, no entanto, que nem todos os países europeus registaram queda. A Espanha, por exemplo, teve um aumento semanal de 200% do número de mortes.

Em África, a OMS considera que as ações concertadas dos países, com o apoio desta instituição e outros parceiros, evitaram a “catástrofe” prevista nas primeiras projeções sobre a pandemia de covid-19.

A análise é da diretora regional da OMS para a África, Matshidiso Moeti, que hoje participa na reunião virtual da 70.ª sessão do Comité Regional para a África, durante a qual será abordada a resposta à covid-19 em África e celebrada a certificação da erradicação do poliovírus selvagem na região.

Para Matshidiso Moeti, a covid-19 — que provocou até agora a morte de 27.984 pessoas e infetou 1.195.297 na região — “provou, mais uma vez, a importância de investir em sistemas de saúde, melhorar o acesso equitativo aos cuidados, melhorar a prontidão para prevenir e controlar surtos e permitir que as comunidades desempenhem o seu papel na realização de uma saúde melhor”.

Matshidiso Moeti defendeu que, “agora que os países abrem as suas economias, é necessária uma maior vigilância, com capacidades de saúde pública em cada comunidade e permitindo que os indivíduos tomem as ações corretas para se protegerem a si próprios e aos outros”.

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