Segunda-feira, 23 de Março, 2026

O seu direito à informação, sem compromissos

Pesquisar

TAAG faz regressar 200 passageiros a Cabinda

Transportadora Aérea de bandeira (TAAG) repatriou nesta terça-feira, em voo humanitário, 100 cidadãos nacionais residentes em Cabinda que estavam “retidos” em Luanda há 5 meses por força das medidas restritivas para conter a pandemia Covid-19 no país.

Esta acção é resultado de uma petição que um grupo de habitantes locais, retidos em Luanda desde 26 de Março, data da entrada em vigor do Estado de Emergência (agora Estado de Calamidade Pública), dirigiu à Comissão Multissectorial para a Prevenção e Combate à Covid-19.

Para o repatriamento dos 200 cidadãos, a transportadora nacional de bandeira dividiu o grupo em dois de cem passageiros, tendo o primeiro voo partido apenas às 17h50, neste caso com cinco horas de atraso em relação ao horário inicial (12h00).

A violação da hora programada, segundo constatou a Angop, deveu-se à morosidade e a constragimentos na testagem dos viajantes e observância das medidas de biossegurança, no próprio Terminal de Voos Domésticos (TVD), afecto ao Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro.

O normal, conforme recomendação das autoridades sanitárias nacionais e internacionais, aliada aos normativos da Organização Internacional da Aviação Civil (ICAO) seria os passageiros serem testados – negativos – 72 horas antes do embarque, em laboratórios de referência.

De acordo com fonte da TAAG, com os atrasos verificados hoje, é bem provável que o segundo voo (Boeing 737 – DT124) aconteça somente na quarta-feira, apesar de os 200 cidadãos contemplados terem já testado sobre a Covid-19. Contudo, todos vão cumprir quarentena.

No sentido inverso, regressam de Cabinda para Luanda, pelo menos 130 concidadãos, também com residência fixa na capital do país, condicionados desde Março por causa do encerramento das fronteiras nacionais, em consequência do regime excepcional que Angola vive.

Pelo que se verificou no terreno, a Comissão Multissectorial registou, para regressarem a Cabinda, trezentos e seis (306) cidadãos, sendo que os restantes 106 aguardarão pela confirmação de uma terceira viagem da TAAG à terra da floresta do Mayombe, nos próximos dias.

No âmbito dos voos humanitários para a província de Cabinda, a TAAG no pretérito mês de Abril fez regressar 760 cidadãos àquela cidade. E de lá para Luanda, mais de 300 pessoas residentes na capital do país, num processo contínuo, mas esporádico.

×
×

Cart