A Unitel afirmou hoje que o ataque informático de que foi alvo foi comunicado às autoridades competentes e que está a trabalhar com parceiros internacionais para apurar a sua origem, considerando a cibercriminalidade um dos principais desafios das empresas.

A garantia foi dada pelo presidente do conselho de administração da operadora, Aguinaldo Jaime, na cerimónia de admissão à negociação na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), que marcou a estreia da empresa no mercado de capitais.
O responsável abordou o incidente de cibersegurança que afetou parte da infraestrutura tecnológica e que permanece por resolver passadas quase 36 horas, adiantando que foram mobilizadas equipas internas e parceiros internacionais que trabalham de forma contínua para conter o incidente e investigar a sua origem.
Salientou que a cibercriminalidade é um dos maiores desafios das organizações, defendendo que as empresas líderes distinguem-se não por nunca serem alvo de ataques, mas pela forma como respondem, sublinhando que a Unitel tem vindo a investir em tecnologias de segurança.
A operadora, prosseguiu, está a colaborar com as autoridades competentes para apoiar a responsabilização dos autores do ataque.
Aguinaldo Jaime reafirmou o compromisso com o combate ao cibercrime e a proteção de parceiros e acionistas, a quem transmitiu uma mensagem de confiança, garantindo que a Unitel está preparada para responder aos desafios do digital.
O responsável descreveu a entrada na bolsa como uma nova etapa na vida da empresa, caracterizada por maior responsabilidade institucional, maior exigência de transparência, um compromisso mais firme com a criação sustentável de valor e maior proximidade com os investidores.
A operação representa uma demonstração de confiança na capacidade das empresas nacionais de se afirmarem como instituições sólidas, assinalou o gestor, para quem a entrada no mercado de capitais não altera apenas a estrutura acionista, mas também a forma como a Unitel se relaciona com os acionistas e outras partes interessadas.
A cerimónia na bolsa decorreu numa altura em que os mais de 21 milhões de clientes da operadora continuava sem acesso à rede e aos serviços da Unitel.

