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Angola perdeu 713 exportadores portugueses desde 2021 – INE

Menos 713 empresas portuguesas exportaram para Angola em 2025 do que em 2021, apesar de o valor das vendas ter aumentado 14,6% no mesmo período, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) português.

O número de empresas portuguesas que vendem bens ao mercado angolano passou de 4.225 em 2021 para 3.512 em 2025, uma quebra de 16,9%, depois de ter atingido um máximo de 4.784 em 2022, indicam as estatísticas oficiais consultadas pela Lusa

Só entre 2024 e 2025 saíram 211 empresas do mercado angolano.

Entre 2021 e 2025, Angola desceu do quinto para o sétimo lugar entre os destinos com mais exportadores portugueses, representando agora 16,3% do total das empresas exportadoras nacionais, contra 18,8% em 2021.

A redução do número de agentes económicos revela uma forte concentração das vendas com 200 empresas a faturar 72% do total: 11 empresas asseguraram 24,4% das exportações portuguesas para Angola em 2025 e outras 189 empresas 47,6%.

Outras 2.950 empresas, ou seja 84% dos exportadores, realizaram 26,7% do valor exportado.

Os dados revelam ainda que 2.020 destas empresas concentram no país africano mais de três quartos das suas vendas ao exterior, e que quase metade (1.635) exporta exclusivamente para Angola, indicando elevada dependência do mercado angolano.

Em 2025, as exportações portuguesas de bens para Angola fixaram-se em 1.090,8 milhões de euros.

Já as importações portuguesas provenientes de Angola somaram 233,6 milhões de euros, mais do dobro face a 2024, com um crescimento de 144,4%, resultando num saldo favorável a Portugal de 857,2 milhões de euros.

As máquinas e aparelhos lideraram as exportações para Angola, com 319,2 milhões de euros (29,3% do total), seguidos dos químicos, com 137,5 milhões, dos produtos alimentares, com 119,6 milhões, e dos metais comuns, com 111,9 milhões.

Entre os produtos mais vendidos, destacaram-se os vinhos, com 53,7 milhões de euros, mais 21,9% do que em 2024, os medicamentos, com 51,5 milhões, e os instrumentos e aparelhos para medicina e cirurgia, com 33,7 milhões, que subiram 35,8%.

Do lado das importações, os combustíveis minerais representaram 83,1% do total, com 194,1 milhões de euros, um aumento de 176,1%, com o petróleo bruto a valer, isoladamente, 189,4 milhões, seguindo-se os crustáceos, com 17,8 milhões de euros, e as bananas, com 5,2 milhões.

Dados preliminares apontam para uma subida de 9% nas exportações portuguesas para Angola nos primeiros quatro meses de 2026, para 361,4 milhões de euros, lideradas pelas máquinas e aparelhos, com 104 milhões, pelos químicos, com 48,6 milhões, e pelos produtos alimentares, com 40,7 milhões.

Seguiram-se os metais comuns, com 36,9 milhões de euros, os produtos agrícolas, com 28,6 milhões, e os instrumentos de ótica e precisão, com 27 milhões.

As importações portuguesas de Angola caíram 83,2% no mesmo período, para 13,9 milhões de euros, não tendo sido registada qualquer importação de combustíveis minerais entre janeiro e abril, face aos 71,5 milhões de euros do período homólogo.

Os produtos agrícolas representaram 71,8% das importações portuguesas de Angola no período.

Portugal manteve-se em 2025 como o segundo maior fornecedor de Angola, mas foi apenas o 23.º cliente do país, absorvendo 0,5% das exportações angolanas, segundo dados do International Trade Centre.

A quota portuguesa nas importações angolanas recuou de 11,9% em 2021 para 9,8% em 2025, de acordo com a mesma fonte.

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