O líder do Anamola pediu hoje aos membros do partido para transformarem a formação numa das melhores de África e do mundo, para ajudar Moçambique a crescer, exigindo que os integrantes sejam uma “máquina de guerra” na ação política.

“O que nós estamos a sonhar para o país [é que], em dez anos, Moçambique [seja] uma das maiores nações do mundo, mas para isso é preciso primeiro que o partido que quer fazer isso seja ele próprio um dos maiores do mundo”, disse o líder da Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola), Venâncio Mondlane.
O responsável falava hoje, em Maputo, na tomada de posse de vários quadros para funções de direção nos órgãos executivos do partido, ocasião em que exigiu ações concretas para fazer a formação política crescer e tornar-se uma referência mundial.
“Primeiro temos que nos posicionar como um partido que está muito acima de Moçambique, temos que nos posicionar como um dos maiores partidos de África. Se conseguirmos fazer isso, em Moçambique, ao chegarmos ao poder, vamos elevar Moçambique para uma das maiores nações do mundo”, declarou.
O candidato presidencial nas eleições de 2024 avisou os membros do seu partido que, se a formação agir de forma “normal”, limitar-se-á a vencer os próximos atos eleitorais, sem tirar Moçambique da “estagnação”, pedindo, por isso, que os militantes sejam “máquina de guerra” na ação política.
“O que espero de vocês que estão aqui é que cada um de vocês tem que ser uma máquina de guerra, uma metralhadora imparável, um míssil balístico intercontinental. Tudo o que fizerem tem que ser míssil balístico, uma arma de guerra jamais vista, cada um de vós tem que ser isso. E se assim for, o céu há de ser o limite do Anamola”, disse o político.
Aos empossados para diversos cargos no Anamola, Mondlane pediu “comprometimento” com os objetivos do partido, criticando os membros que não alcançam as metas por alegarem falta de recursos.
Mondlane pediu aos membros para “darem o sangue” nas ações do partido, através de um esforço adicional para o sucesso da formação, além de apelar à honestidade nas suas atuações para evitar conflitos internos e problemas com a justiça.
“Se não houver uma postura honesta, pode ser comprometido, pode dar sangue, mas se vive uma vida desonesta (…) não espere durar muito tempo, tarde ou cedo vai ser liquidado. Se é coordenador e faz jogos com a posição para chantagear os membros, fica a saber que não vai durar”, avisou o político.
Venâncio Mondlane era o único candidato à presidência do Anamola, partido fundado por si em agosto do ano passado e a que presidia interinamente. Foi eleito numa convenção realizada em junho, com cerca de 400 delegados e dezenas de convidados nacionais e estrangeiros.
Lusa

