Inscrições decorrem até 31 de julho e recrutamento vai abranger várias carreiras do sector. Regiões do leste do país terão prioridade na distribuição dos novos efectivos.

O Ministério da Saúde inicia, na próxima segunda-feira, 13 de julho, o processo de candidaturas para o concurso público externo de ingresso destinado à admissão de seis mil novos profissionais para diversas carreiras do sector.
O recrutamento, cujo lançamento oficial aconteceu ontem, em Luanda, prevê o reforço do quadro de pessoal da saúde em todo o país, com particular atenção para as províncias da região leste, onde persistem maiores necessidades de recursos humanos especializados.
As inscrições estarão abertas até ao dia 31 de julho, devendo os candidatos apresentar a documentação exigida, incluindo bilhete de identidade, certificados de habilitações literárias, títulos de especialidade ou carteira profissional, nos casos aplicáveis. Para os profissionais formados no exterior do país, será necessária a apresentação da declaração de reconhecimento dos estudos emitida pelas entidades competentes.
Segundo o Ministério da Saúde, o concurso abrangerá diferentes áreas profissionais, incluindo medicina, enfermagem, técnicos de diagnóstico e terapêutica, regime geral e assistência social. O processo será realizado por via electrónica, seguindo o modelo adoptado nos concursos anteriores do sector.
A abertura destas vagas surge numa altura em que o Executivo procura reforçar a capacidade de resposta do Sistema Nacional de Saúde, tendo em conta factores como o crescimento populacional, a entrada em funcionamento de novas unidades sanitárias, a saída de profissionais por reforma e as necessidades resultantes da situação epidemiológica do país.
De acordo com dados avançados pelo Ministério da Saúde, a necessidade actual do sector situa-se entre 20 e 21 mil profissionais, pelo que o concurso representa uma das medidas para reduzir gradualmente o défice existente e melhorar a cobertura dos serviços de saúde.
O novo recrutamento acontece depois do anúncio de mais de 34 mil vagas destinadas à progressão na carreira dos profissionais da função pública da saúde, medida enquadrada nos esforços de valorização e desenvolvimento dos quadros do sector.
Com a entrada de novos efectivos, o Governo pretende igualmente garantir maior distribuição dos profissionais pelas diferentes regiões do país, sobretudo nas zonas onde a oferta de serviços de saúde ainda enfrenta limitações devido à insuficiência de recursos humanos.

