Terça-feira, 30 de Junho, 2026

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RDCongo regista 377 mortos e 1.307 casos confirmados em novo balanço

O Governo da República Democrática do Congo (RDCongo) elevou para 377 o número de mortos e para 1.307 o de casos confirmados devido ao surto de Ébola declarado no leste do país em 15 de maio.

De acordo com o último boletim do Ministério da Comunicação e dos Meios de Comunicação Social da RDCongo, com dados recolhidos até 28 de junho, a taxa de letalidade situa-se atualmente nos 28,8% e 615 doentes encontram-se “em isolamento/hospitalizados”.

A taxa de rastreio de contactos atingiu 87,3% e 180 pessoas conseguiram recuperar da doença, de acordo com o relatório divulgado ao final da noite de segunda-feira.

O Governo congolês exortou a população a continuar a “aplicar as medidas de prevenção, lavar as mãos regularmente, limitar os contactos de risco e basear-se exclusivamente na informação divulgada pelas autoridades de saúde”, salientando que “os rumores põem vidas em perigo”.

O surto foi oficialmente declarado em 15 de maio último em Ituri, província fronteiriça com o Uganda e o Sudão do Sul e epicentro da epidemia, mas alastrou-se também às províncias congolesas orientais de Kivu do Norte e Kivu do Sul.

A epidemia propagou-se igualmente ao Uganda, onde foram detetados 20 casos confirmados, incluindo 15 casos considerados importados da RDCongo, entre os quais se registam duas mortes.

O Governo francês confirmou também ter detetado o primeiro caso positivo de doença causada pelo vírus Ébola, envolvendo um médico que regressou de uma missão na RDCongo.

O surto corresponde à estirpe de Bundibugyo, cuja taxa de letalidade oscila entre os 30% e os 50% e para a qual não existe vacina autorizada nem tratamento específico, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera “elevado” o risco de propagação do surto na África Subsariana e “baixo” à escala global.

A OMS estima que o vírus tenha começado a circular em Ituri cerca de dois meses antes da declaração do surto e classificou a epidemia, no passado dia 17 de maio, como “emergência de saúde pública de importância internacional”.

Trata-se já da terceira pior epidemia de Ébola da história registada até à data.

O surto atual fica apenas atrás do que assolou a África Ocidental entre 2014 e 2016, que causou cerca de 11.000 mortes e 28.000 casos, e de outro que afetou o leste da RDCongo entre 2018 e 2020 e que causou 2.299 mortes e 3.481 casos.

O vírus Ébola transmite-se por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas.

Lusa

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