O stock de crédito em Angola registou, em Abril deste ano, um aumento de 7,3 biliões de kwanzas, correspondente a um crescimento na ordem dos 15%, segundo dados apresentados pelo governador do Banco Nacional de Angola, Manuel Tiago Dias.

A informação foi avançada no âmbito dos trabalhos ligados à monitorização da estabilidade financeira nacional, que, de acordo com o responsável, continuam em curso, numa altura em que o banco central procura consolidar o controlo da inflação e estimular o financiamento à economia real.
Dados divulgados recentemente pelo BNA indicam que o crédito bruto ao sector não financeiro atingiu cerca de 9 biliões de kwanzas em Março de 2026, reflectindo um crescimento homólogo de 16,4%. O stock de crédito à economia em moeda nacional situou-se nos 7,2 biliões de kwanzas, impulsionado sobretudo pelo financiamento ao sector privado.
Segundo o banco central, mais de 84% do endividamento corresponde a empresas privadas e particulares, enquanto o restante está associado ao sector público, incluindo administração pública e empresas estatais. O aumento do crédito tem sido associado às medidas adoptadas pelo regulador financeiro para dinamizar o investimento interno e incentivar o financiamento de sectores produtivos.
O crédito direccionado ao sector real da economia, particularmente às indústrias extractivas, agricultura e indústrias transformadoras, também registou crescimento nos últimos meses, beneficiando de instrumentos de incentivo implementados pelo BNA.
O governador do banco central tem defendido que, apesar da evolução positiva, Angola continua a apresentar baixos níveis de intermediação financeira quando comparados com o Produto Interno Bruto, reconhecendo a necessidade de ampliar o acesso ao crédito para empresas e famílias.
Paralelamente, o BNA prevê um crescimento económico de 3,5% para 2026, sustentado sobretudo pelo desempenho do sector não petrolífero, ao mesmo tempo que estima uma desaceleração da inflação para níveis próximos de 13,5%.

