Segunda-feira, 25 de Maio, 2026

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Novo Presidente do Benim nomeia Governo

O novo Presidente do Benim nomeou o Governo após ter tomado posse este domingo para um mandato de sete anos, substituindo o seu mentor, Patrice Talon, que governava o país da África Ocidental desde 2016.

Romuald Wadagni nomeou um Executivo composto por 19 ministros e cinco ministros delegados, sendo 18 homens e seis mulheres.

Entre as novas nomeações destaca-se Corinne Amori Brunet, ex-embaixadora do Benim em França, que ocupa o cargo de ministra dos Negócios Estrangeiros.

Destaca-se também o economista e ex-funcionário do Fundo Monetário Internacional (FMI) Aristide Medenou como ministro da Economia e Finanças, pasta que Wadagni ocupava antes de assumir a Presidência.

Wadagni tomou posse como o quinto Presidente do Benim desde o estabelecimento da democracia em 1991, numa cerimónia em que prometeu impulsionar a economia e cooperar com outros países da África Ocidental para combater o terrorismo na região.

O mandatário, de 49 anos, tomou posse numa cerimónia no Palácio de Congressos de Cotonou, capital económica do país, após vencer as eleições de 12 de abril com 94,27% dos votos.

O novo chefe de Estado é o sucessor de Patrice Talon, de 68 anos, que não se pôde candidatar às eleições ao ter completado o seu segundo e último mandato legal.

Na cerimónia de tomada de posse, Wadagni prestou homenagem a Talon e atribuiu-lhe o “renascimento” do país.

No plano da política internacional, o chefe de Estado defendeu o “aprofundamento da cooperação regional” e a continuação do trabalho em prol da “estabilidade, do diálogo e do respeito” pelos “países africanos irmãos” e, acima de tudo, pelos “vizinhos da sub-região”, referiu.

Segundo Wadagni, “numa sub-região que enfrenta a ameaça do terrorismo” é necessário que se trabalhe conjuntamente. “Por isso, desejo reiterar a disponibilidade do Benim para agir em conjunto (…) para superar este flagelo”, enfatizou.

O novo chefe de Estado deve enfrentar o recrudescimento de ataques no norte do país, uma zona exposta a grupos extremistas islâmicos que operam na região do Sahel central (Burkina Faso, Mali e Níger).

Wadagni assume as rédeas do país após meses de tensão política devido à tentativa de golpe de Estado protagonizada por militares amotinados no passado dia 07 de dezembro, reprimida horas depois pelas Forças Armadas do Benim, com o apoio da vizinha Nigéria.

O Benim tem sido tradicionalmente considerado um bastião democrático na África Ocidental, mas os detratores de Talon e organizações da sociedade civil têm denunciado um retrocesso democrático após a sua chegada ao poder em 2016, apesar das conquistas económicas.

Lusa

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