Sábado, 28 de Março, 2026

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Papa visita Angola como “mensageiro da esperança” de dias melhores aos angolanos – reitor

O reitor do Santuário da Muxima expressou alegria pela visita de Leão XIV a Angola, em abril, considerando que o Papa carrega uma mensagem de “paz, esperança e reconciliação” que deve proporcionar “dias melhores” para os angolanos.

De acordo com o padre Mpindi Alberto, o Papa Leão XIV — que visita Angola entre 18 e 21 de abril — não vai solucionar os problemas socioeconómicos do país, mas virá à nação lusófona africana “como enviado de Deus que carrega uma mensagem de esperança, de paz e reconciliação”.

O líder da Igreja Católica, que vai visitar no dia 19 de abril o Santuário da Muxima, província do Icolo e Bengo, onde deve presidir à oração do terço, deve trazer igualmente uma mensagem de amor, “focada, sobretudo, nos jovens, crianças, idosos e marginalizados”.

“Porque a palavra de Deus chega até nós e nós devemos abraçar essa palavra de maneira a viver para haver mudança (…). [O Papa] é um servo de Deus que vem à igreja particular de Angola com uma mensagem de esperança”, disse o sacerdote à Lusa, defendendo “foco” nas palavras do Papa para que seja possível “uma Angola onde as pessoas vão viver bem”.

A Vila da Muxima, que alberga o maior santuário mariano de devoção católica da África subsaariana, está em requalificação e daí deve emergir uma basílica com capacidade de acolher mais de 4.600 fiéis, uma praça de peregrinação e demais infraestruturas modernas.

Está igualmente em reabilitação a antiga igreja, nas margens do Rio Kwanza, onde Leão XIV deve presidir a uma celebração eucarística no segundo dia de visita a Angola.

Em declarações no interior da secular paróquia, onde técnicos trabalharam para manter a estrutura original da infraestrutura católica, Mpindi Alberto manifestou satisfação pelo curso das obras em toda a extensão da Vila da Muxima e destacou a atenção que o Presidente angolano, João Lourenço, dedica ao local.

“Para o santuário, [a visita do Papa] a Muxima tem um significado forte e profundo na história de Angola, é uma mãe a quem se dedicou este lugar, mãe de Jesus, mãe de Deus, e estará a interceder por nós em todas as situações”, frisou.

Segundo o reitor do santuário, a devoção a Muxima, “intercessora de milhares de devotos” tem uma “forte” simbologia espiritual porque os fiéis acorrem ao local “para desabafar e se encontrar com Deus pelo intermédio da nossa senhora, Mama Muxima”.

O Presidente angolano, João Lourenço, visitou na terça-feira a vila da Muxima onde se inteirou do andamento das obras, a cargo do Gabinete de Obras Especiais (GOE), tendo recebido garantias de que o macroprojeto deve estar concluído em um ano.

Mpindi Alberto aplaudiu, por outro lado, a construção da basílica e da praça das peregrinações “que já está 99% concluída” e a reabilitação da antiga capela, salientando que as obras devem garantir “maior conforto, aconchego e segurança” aos peregrinos.

Salientou que em tempo de obras, a igreja não está a receber peregrinos.

Mpindi Alberto considerou ainda que a igreja antiga, que está a ser restaurada, apenas será reaberta “após a reza do terço pelo Papa Leão XIV, em 19 de abril”, sublinhando que por falta de espaços para albergar peregrinos estes deverão visitar o santuário e depois regressar às zonas de origem, enquanto decorrem as obras.

O Santuário da Muxima foi fundado em 1599 e está localizado a mais de 130 quilómetros do centro da capital angolana, Luanda.

Lusa

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