O índice de preços no consumidor (IPC) nacional registou, em Janeiro de 2026, uma variação homóloga de 14,56%, confirmando uma desaceleração da inflação face aos meses anteriores. Os dados, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), indicam uma redução de 1,13 pontos percentuais em relação a Dezembro de 2025 e uma queda ainda mais acentuada — 11,92 pontos percentuais — quando comparada com o mesmo período do ano passado.

Entre as classes que mais pressionaram os preços, os transportes lideraram os aumentos, com uma variação de 19,07%. Seguiram-se habitação, água, electricidade e combustíveis, que registaram 16,60%, saúde com 15,92% e alimentação e bebidas não alcoólicas com 14,89%.
Apesar de não apresentar a maior variação percentual, a classe de alimentação e bebidas não alcoólicas foi a que mais contribuiu para o aumento do nível geral de preços, com 9,04 pontos percentuais, representando mais de 62% do total da inflação registada no mês. Contribuíram ainda bens e serviços diversos (1,1 ponto percentual), transportes (0,94) e saúde (0,68).
A análise por províncias revela fortes assimetrias regionais. Cabinda apresentou o maior aumento do nível geral de preços, com 23,12%, seguida da Lunda Sul (16,93%) e do Bié (16,42%). Em sentido inverso, as menores variações foram observadas no Cuanza Norte (12,57%), Zaire (12,93%) e Cuando Cubango (13,11%).
Segundo o INE, os dados de Janeiro confirmam que a inflação mantém uma trajetória descendente, quando comparada com os níveis registados ao longo de 2025, reforçando a tendência de desaceleração observada nos últimos meses.
