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António José Seguro eleito Presidente da República de Portugal

Lisboa, 9 de Fevereiro de 2026 — António José Seguro, candidato pelo Partido Socialista (PS), foi eleito Presidente da República Portuguesa ao vencer de forma expressiva a segunda volta das eleições presidenciais de 2026, realizadas no domingo, 8 de fevereiro de 2026.

Segundo resultados oficiais provisórios, Seguro conquistou cerca de 66,8 % dos votos, totalizando aproximadamente 3,48 milhões de votos, enquanto o seu adversário, André Ventura, líder do partido Chega, ficou com cerca de 33,2 %.
Este número representa o maior total de votos obtido por um candidato presidencial na história democrática de Portugal desde 1976.

A necessidade de uma segunda volta surgiu porque nenhum dos candidatos conseguiu obter mais de 50 % dos votos na primeira ronda, realizada a 18 de janeiro de 2026 — fase em que Seguro liderou a votação com cerca de 31,1 % e Ventura teve 23,5 %.

A votação decorreu num contexto de condições meteorológicas adversas, que obrigaram ao adiamento do ato eleitoral em algumas freguesias e concelhos devido a fortes tempestades e enchentes, afetando cerca de 36 852 eleitores, que irão votar numa segunda data, 15 de fevereiro.

Campanha e mensagens dos candidatos

Ao longo da campanha, Seguro apresentou-se como um candidato de perfil moderado, apelando ao diálogo institucional, à unidade e ao respeito pelos valores democráticos.
Já André Ventura, cuja narrativa política tem sido associada a posições mais populistas e críticas à imigração e ao “establishment”, reconheceu a derrota, mas sublinhou a expansão do seu apoio e afirmou-se como figura influente no campo político da direita.

Durante a campanha, figuras políticas de diferentes quadrantes — incluindo membros da direita moderada — declararam apoio a Seguro, reforçando a tentativa de formar uma frente ampla contra a extrema-direita.

Reacções e transição

O atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, felicitou o presidente eleito e manifestou total disponibilidade para assegurar uma transição institucional tranquila.

Seguro deverá tomar posse no início de março de 2026 e será o oitavo Presidente da República desde o regresso à democracia em Portugal, desempenhando um papel de representação nacional e de árbitro constitucional, com poderes como a possibilidade de dissolver o Parlamento em situações específicas.

Significado político

Esta eleição foi vista como um momento de reafirmação das instituições democráticas em Portugal, com o eleitorado a optar por um candidato de centro-esquerda numa altura em que os partidos populistas de extrema-direita têm vindo a ganhar terreno em várias partes da Europa.

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