Quarta-feira, 4 de Fevereiro, 2026

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Seca compromete primeira época agrícola em seis províncias angolanas

A seca prolongada que afeta Angola comprometeu significativamente a primeira época agrícola em pelo menos seis províncias do país, alertam autoridades e especialistas. A escassez de chuvas e as condições climáticas adversas têm prejudicado o desenvolvimento das culturas, com impactos diretos na segurança alimentar e nos rendimentos das famílias rurais.

O fenómeno afeta sobretudo as zonas dependentes de chuva, onde a maior parte da produção agrícola é realizada sem sistemas de irrigação, tornando o setor altamente vulnerável a variações climáticas. Entre as culturas mais afetadas estão milho, sorgo e feijão, essenciais para a alimentação das comunidades locais.

As províncias mais atingidas incluem regiões do sul, centro e leste do país, onde a precipitação foi significativamente inferior ao esperado, comprometendo a produção familiar e comunitária. Em muitas dessas áreas, a agricultura constitui a principal fonte de subsistência das famílias, tornando a seca um problema social e económico grave.

Além das perdas na produção, a seca tem pressionado os preços dos alimentos básicos no mercado, aumentando a vulnerabilidade das famílias de baixa renda. Organizações internacionais, como o Programa Alimentar Mundial (PAM/WFP), intensificaram as ações de apoio em Angola, combinando assistência alimentar imediata com iniciativas de desenvolvimento agrícola e gestão sustentável da água.

Especialistas alertam que a situação evidencia a vulnerabilidade climática do país e defendem a implementação de medidas de longo prazo, incluindo infraestruturas de irrigação, sistemas de alerta precoce e práticas agrícolas adaptadas ao clima, para aumentar a resiliência das comunidades rurais e reduzir os impactos futuros de fenómenos climáticos extremos.

O prolongamento das condições de seca poderá ter efeitos duradouros na economia agrícola e na segurança alimentar de Angola, exigindo uma resposta coordenada do Governo, das organizações internacionais e das comunidades locais.

Lusa

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