Quinta-feira, 5 de Fevereiro, 2026

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MPLA quer replicar modelo chinês e transformar pontes rodoviárias angolanas em atracções turísticas

O MPLA, partido no poder em Angola, manifestou a intenção de replicar o modelo de sucesso da China, que tem vindo a transformar grandes obras de arte rodoviárias, como pontes e viadutos, em importantes pontos de atracção turística, integrando infra-estruturas no desenvolvimento económico e cultural das regiões.

A posição foi expressa no âmbito de uma acção formativa e de intercâmbio político-partidário e de governação entre o MPLA e o Partido Comunista Chinês (PCC), que decorre na China e envolve quadros e dirigentes do partido angolano. No quadro da visita, a delegação angolana percorreu várias infra-estruturas rodoviárias de uma província chinesa que, até há poucos anos, figurava entre as regiões mais vulneráveis do país.

Segundo os dirigentes do MPLA, essas infra-estruturas não só impulsionaram o desenvolvimento económico local, como também foram convertidas em autênticos sítios turísticos, atraindo visitantes nacionais e estrangeiros e gerando novas oportunidades de rendimento para as comunidades.

Falando à margem da visita, Aleixo Nhanga, que chefia a delegação do MPLA na China, sublinhou que Angola dispõe igualmente de obras de grande valor arquitectónico e simbólico, particularmente no domínio das pontes rodoviárias, que podem ser exploradas como activos turísticos estratégicos.

Como exemplo, Aleixo Nhanga destacou a ponte sobre o rio Kwanza, na Cabala, considerando-a uma infra-estrutura com potencial para se afirmar como um verdadeiro ícone turístico nacional, à semelhança do que acontece em várias regiões chinesas onde pontes e viadutos se tornaram marcas identitárias e pontos de visita obrigatória.

Na sua perspectiva, a valorização turística destas infra-estruturas pode contribuir para a diversificação da economia, a promoção do turismo interno e internacional e a criação de emprego, sobretudo nas zonas envolventes. O dirigente defendeu ainda a necessidade de integrar esta visão numa estratégia mais ampla de planeamento territorial, conservação ambiental e promoção cultural.

A experiência chinesa, observada no âmbito do intercâmbio, é vista pelo MPLA como um exemplo de como a infra-estruturação aliada a uma visão estratégica pode transformar regiões anteriormente vulneráveis em pólos de desenvolvimento económico e turístico, uma abordagem que o partido acredita poder ser adaptada à realidade angolana.

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