O Estado angolano já arrecadou mais de 700 mil milhões de kwanzas com o Programa de Privatizações (PROPRIV), desde o seu início em 2019, no âmbito da redução da presença do Estado na economia e da promoção do sector privado.

A informação foi avançada esta quarta-feira durante a primeira Reunião Ordinária de 2026 da Comissão Nacional Interministerial do Programa de Privatizações, orientada pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, que fez o balanço das actividades realizadas em 2025 e traçou as principais acções para o presente ano.
De acordo com os dados apresentados, em 2025 foram assinados contratos no valor global de 1,275 biliões de kwanzas, dos quais mais de 700 mil milhões já foram arrecadados pelos cofres do Estado, restando cerca de 500 mil milhões de kwanzas por receber, montante que será pago de forma faseada, conforme os termos contratuais estabelecidos.
No período em análise, destacaram-se as privatizações realizadas em mercado de bolsa, nomeadamente do Banco de Fomento Angola (BFA), bem como de unidades hoteleiras e fábricas dos sectores alimentar, cimenteiro e cervejeiro.
O programa contribuiu igualmente para a manutenção e criação de postos de trabalho, com especial destaque para a fábrica de montagem de viaturas recentemente inaugurada, responsável pela criação de mais de 1.400 empregos, elevando para mais de 5 mil o número total de postos de trabalho mantidos e criados no âmbito do PROPRIV.
Desde o arranque do programa, em 2019, foram já privatizados 121 activos, de um universo total de 170 empresas, restando ainda 49 por alienar.
Para 2026, estão previstas novas privatizações através da Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), com destaque para o Standard Bank e a Unitel. A Unitel, enquanto accionista do BFA, já procedeu à alienação da sua participação naquele banco e prepara-se agora para abrir o seu próprio capital, enquanto o Estado deverá vender a sua participação no Standard Bank, operação prevista para o primeiro semestre de 2026.
A reunião contou com a participação de representantes de vários departamentos ministeriais e entidades públicas envolvidas na implementação do programa, que foi estendido até ao final de 2026, com vista à conclusão do processo de alienação dos activos ainda sob controlo do Estado.

