Duas pessoas morreram e sete outras ficaram feridas na sequência de uma explosão ocorrida na manhã de quarta-feira, por volta das 6 horas, em duas caldeiras de fundição de metal da empresa chinesa ZAT, localizada em Catete, província do Icolo e Bengo.

De acordo com informações prestadas pelo Corpo Nacional de Protecção Civil e Bombeiros, o acidente ocorreu numa área de fundição de metal, onde ainda eram visíveis chamas horas depois da explosão. As equipas de bombeiros estiveram no local e prestaram apoio imediato para conter o fogo e socorrer as vítimas.
O porta-voz do Comando Provincial da Protecção Civil e Bombeiros do Icolo e Bengo, Joacir da Piedade, explicou que foi criada uma comissão para apurar as causas do acidente, sublinhando que se trata da segunda explosão registada em menos de sete dias na mesma empresa.
Segundo o responsável, estão a ser avaliadas várias hipóteses, incluindo falhas nos procedimentos de segurança, ausência de sinalização adequada e inexistência de rotas eficazes de evacuação de emergência. Entre as possíveis causas da explosão constam o subaquecimento das caldeiras, problemas no sistema de refrigeração ou a presença de materiais sólidos, como pedras, carvão ou ferro, que possam ter provocado uma reacção inesperada.
“As caldeiras operam a temperaturas superiores a mil graus Celsius, o que exige um controlo rigoroso dos sistemas de refrigeração e de segurança”, afirmou Joacir da Piedade.
Na sequência do incidente, os trabalhos foram suspensos em todas as caldeiras de fabrico de silício da empresa, enquanto decorrem as investigações por parte das autoridades competentes, com o objectivo de esclarecer as circunstâncias exactas da explosão e prevenir novos acidentes.
O caso volta a levantar preocupações quanto às condições de segurança industrial em algumas unidades fabris e reforça a necessidade de maior fiscalização e cumprimento rigoroso das normas de protecção dos trabalhadores.

