O presidente francês, Emmanuel Macron, chamou a atenção ao subir ao palco do Fórum Económico Mundial (FEM), em Davos, na Suíça, usando óculos escuros durante o seu discurso, esta terça-feira. O acessório rapidamente se tornou viral nas redes sociais e deu origem a várias especulações, desde uma escolha estética calculada até eventuais preocupações com a sua saúde ocular.

Segundo especialistas citados pela imprensa internacional, a explicação mais plausível é de natureza clínica. O oftalmologista António Sardinha, do Hospital de Olhos de Cuiabá, afirmou que Macron apresenta sinais compatíveis com uma hemorragia subconjuntival, uma condição relativamente comum e, na maioria dos casos, benigna. A situação ocorre quando um pequeno vaso sanguíneo se rompe, provocando o aparecimento de uma mancha avermelhada na parte branca do olho.
De acordo com o especialista, este tipo de hemorragia pode ser desencadeado por esforço físico, tosse, espirro, fricção dos olhos ou variações da pressão arterial. Apesar do aspecto visualmente chamativo, não costuma causar dor, não afecta a visão e tende a desaparecer espontaneamente ao fim de alguns dias ou semanas, sem necessidade de tratamento específico.
O uso de óculos escuros, nestas circunstâncias, é considerado habitual, uma vez que ajuda a proteger os olhos da luminosidade, reduz o desconforto visual e também minimiza a exposição pública da lesão. Ainda assim, os médicos alertam que casos recorrentes, associados a dor, diminuição da visão ou doenças como hipertensão, diabetes ou uso de anticoagulantes, exigem uma avaliação oftalmológica mais aprofundada.
Até ao momento, o Palácio do Eliseu não prestou qualquer esclarecimento oficial sobre o motivo do uso dos óculos, deixando o assunto no campo das interpretações públicas.
Durante o mesmo discurso em Davos, Macron aproveitou para criticar as recentes investidas do ex-presidente norte-americano Donald Trump em relação à Gronelândia. O líder francês afirmou que “não é momento para imperialismos e colonialismos” e defendeu que a União Europeia não deve submeter-se à “lei do mais forte”.
Macron sublinhou ainda que a Europa prefere “o respeito aos valentões”, “a ciência às teorias da conspiração” e “o Estado de Direito à brutalidade”, defendendo uma resposta firme, ainda que previsível, do bloco europeu face às pressões externas. O presidente reiterou também o apoio da União Europeia à Dinamarca e defendeu a continuidade de investimentos estrangeiros, incluindo da China, na economia europeia.
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