As Nações Unidas manifestaram, esta terça-feira, 6 de Janeiro, profunda preocupação com a intervenção militar dos Estados Unidos da América na Venezuela, alertando que a acção constitui uma violação de um princípio fundamental do direito internacional.

Em declarações prestadas durante uma conferência de imprensa em Genebra, a porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Ravina Shamdasani, sublinhou que o uso da força entre Estados está expressamente proibido pelo quadro jurídico internacional. “Nenhum Estado deve ameaçar ou usar a força contra a integridade territorial ou a independência política de outro Estado”, afirmou.
A posição da ONU surge num contexto de crescente tensão internacional, após a operação militar conduzida por Washington em território venezuelano, que tem provocado reacções críticas de vários países e organizações internacionais, bem como apelos à contenção e ao respeito pela soberania dos Estados.
As declarações das Nações Unidas reforçam os alertas já feitos por outras entidades multilaterais quanto aos riscos de escalada do conflito e às consequências para a estabilidade regional e para a população civil venezuelana.
A situação na Venezuela tem dominado a agenda internacional nos últimos dias, com relatos de incidentes de segurança nas imediações do palácio presidencial, posições firmes da administração norte-americana sobre o futuro político do país e análises divergentes sobre os desdobramentos da crise.
A ONU reiterou a necessidade de que quaisquer divergências entre Estados sejam resolvidas por meios pacíficos, em conformidade com a Carta das Nações Unidas, preservando a paz, a segurança internacional e os direitos fundamentais dos povos.

