Quinta-feira, 12 de Fevereiro, 2026

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João Lourenço inaugura primeira refinaria construída em Angola desde a Independência

O Presidente da República, João Lourenço, inaugurou esta segunda-feira, em Cabinda, a Refinaria de Petróleo, a primeira unidade de transformação de crude construída em Angola desde a Independência Nacional, em 1975.

João Lourenço inaugura primeira refinaria construída em Angola desde a Independência

A cerimónia assinalou a conclusão da Fase I do projeto, que permitirá a produção de gasóleo, querosene de aviação (Jet A1), fuelóleo pesado e nafta, com uma capacidade inicial de 30 mil barris por dia.

De acordo com as autoridades, o arranque comercial será antecedido por um período de testes técnicos de três meses, após o qual a refinaria entrará em pleno funcionamento. A infraestrutura é considerada um símbolo de soberania energética e um passo estratégico para reduzir a dependência das importações e criar valor acrescentado para futuras gerações.

O empreendimento resulta de uma parceria público-privada entre a Gemcorp Holdings (90%) e a Sonangol (10%), sob supervisão do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET).

A primeira fase do investimento, avaliada em 473 milhões de dólares, contou com financiamento de um consórcio internacional de bancos, entre os quais a Africa Finance Corporation (AFC), Afreximbank, BADEA, IDC e BFA.

Projetada com tecnologia de ponta, a refinaria é pioneira em África ao operar com o sistema de “zero flaring” (sem queima rotineira de gás). O projeto envolveu mais de 15 países na mobilização de equipamentos e serviços e integrou diretamente 200 empresas angolanas, criando centenas de postos de trabalho e novas oportunidades de negócio.

A segunda fase do projeto, já em construção, elevará a capacidade total de processamento para 60 mil barris por dia, permitindo a Angola não só satisfazer grande parte das suas necessidades internas de derivados de petróleo, mas também exportar excedentes para mercados vizinhos, como a República Democrática do Congo (RDC) e a Zâmbia.

Com este marco, Angola dá um passo decisivo para reforçar a sua soberania energética e reduzir drasticamente a dependência de importações, atualmente próxima dos 100%.

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