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Presidente da República orienta 7.ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros com foco nos tumultos em Luanda

Decorre esta terça-feira, no Palácio Presidencial da Cidade Alta, a 7.ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, orientada pelo Presidente da República e Titular do Poder Executivo, João Manuel Gonçalves Lourenço. A reunião reúne os titulares dos diferentes departamentos ministeriais para análise de políticas públicas e medidas de governação, num momento marcado por fortes tensões sociais em Luanda.

Presidente da República orienta 7.ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros com foco nos tumultos em Luanda

A instabilidade registada segunda e terça-feira, na sequência da paralisação dos taxistas contra o aumento do preço do gasóleo, está entre os temas que merecem especial atenção. A subida do preço do litro de gasóleo de 300 para 400 kwanzas, inserida no processo de retirada gradual dos subsídios aos combustíveis iniciado em 2023, motivou a greve convocada por associações e cooperativas de taxistas.

Os protestos degeneraram em episódios de violência, com pilhagens, destruição de bens públicos e privados, barricadas e confrontos com as forças da ordem. Segundo dados preliminares, dezenas de lojas, autocarros, viaturas particulares e agências bancárias foram vandalizados. A Polícia Nacional confirmou mais de 100 detenções e a imprensa internacional reporta pelo menos quatro mortos, incluindo um agente da polícia, e vários feridos.

O Executivo analisa hoje o impacto destes incidentes na ordem pública, na integridade das cadeias de abastecimento, na segurança dos trabalhadores e na preservação do património empresarial, assim como medidas para restaurar a confiança no setor dos transportes, assegurar a normalidade económica e garantir a paz social. O Governo reafirmou a sua política de tolerância zero contra atos de vandalismo e sabotagem que atentem contra o Estado democrático e de direito.

O Bureau Político do Comité Central do MPLA, partido no poder, também se pronunciou sobre os acontecimentos, condenando os atos de vandalismo que resultaram em elevados prejuízos materiais e afetaram a ordem pública. Em comunicado, o partido considerou que os incidentes atentam contra “os valores da paz, da unidade nacional e da reconciliação, conquistados ao longo dos últimos anos com o esforço de todos os angolanos” e visam “deliberadamente perturbar o ambiente de celebração dos 50 anos de Independência Nacional, marco histórico de orgulho, união e soberania do povo angolano”.

O MPLA apelou à juventude a manter-se vigilante e a não se deixar manipular por grupos ou indivíduos que promovem a instabilidade, incentivando uma postura cívica e responsável. O partido exortou ainda as autoridades a intensificarem as investigações e a responsabilizarem os autores morais e materiais dos atos, garantindo “uma justiça célere e eficaz”. Por fim, apelou ao povo angolano para manter a serenidade, a união e o compromisso com a construção de um país mais próspero, solidário e pacífico, “onde os direitos de todos sejam respeitados”.

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