Terça-feira, 28 de Julho, 2026

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Polícia detém funcionário da morgue de Cacuaco suspeito de crime contra cadáver

Luanda – A Polícia Nacional deteve um funcionário da Morgue Municipal de Cacuaco, em Luanda, suspeito da prática do crime de atentado à integridade de restos mortais, na sequência de alegados atos de natureza sexual cometidos contra o cadáver de uma mulher de 26 anos.

O Guardião

Segundo informações prestadas pelas autoridades, o suspeito terá sido surpreendido em flagrante, o que motivou uma denúncia imediata por parte dos familiares da vítima e a consequente intervenção da Polícia Nacional.

De acordo com os relatos recolhidos no local, o funcionário terá inicialmente separado o corpo da vítima dos restantes cadáveres, comportamento que, numa primeira fase, não despertou suspeitas por poder enquadrar-se nos procedimentos habituais da unidade. No entanto, momentos depois, terá sido encontrado em circunstâncias que deram origem à denúncia.

As autoridades informaram que o caso está a ser investigado como um alegado crime de atentado à integridade de restos mortais, previsto e punível pelo artigo 221.º do Código Penal angolano.

O pai da vítima formalizou a participação criminal, permitindo a detenção imediata do suspeito, que deverá ser presente ao Ministério Público para os trâmites legais.

O caso provocou forte consternação entre familiares de utentes da morgue e cidadãos, que manifestaram preocupação com as condições de segurança, fiscalização e supervisão dos serviços mortuários.

“Quando entregamos o corpo de um familiar à morgue, fazemos isso na confiança de que será tratado com dignidade, respeito e profissionalismo”, afirmou um familiar presente nas instalações, defendendo o reforço dos mecanismos de controlo nestes serviços.

Até ao momento, a direção do Hospital Municipal de Cacuaco, do qual depende a morgue, ainda não se pronunciou oficialmente sobre a ocorrência.

As investigações prosseguem para o esclarecimento integral dos factos e para o apuramento de eventuais responsabilidades criminais e disciplinares. Caso os factos venham a ser confirmados em tribunal, o suspeito poderá responder pelo crime previsto no Código Penal, beneficiando, até decisão judicial transitada em julgado, da presunção de inocência.

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