O Irão não aprovará um acordo de paz com os EUA até que os seus direitos estejam totalmente assegurados, afirmou hoje o presidente do parlamento iraniano, que lidera a equipa de negociadores de Teerão com Washington.

“Não aprovaremos quaisquer acordos até termos a certeza de que os direitos do povo iraniano foram plenamente garantidos”, assegurou Mohammad Bagher Ghalibaf, numa declaração transmitida pela televisão estatal do país.
Embora os dois países parecessem estar a aproximar-se de um entendimento nos últimos dias, o jornal New York Times noticiou no sábado que o Presidente norte-americano, Donald Trump, endureceu a sua proposta e enviou uma nova versão do texto para Teerão.
De acordo com o ‘site’ Axios, Trump quer uma postura mais firme de Washington em várias questões, incluindo o destino a dar ao material nuclear iraniano.
O Irão considera o levantamento das sanções americanas e o descongelamento dos seus bens como direitos fundamentais que devem ser garantidos em qualquer acordo que venha a ser celebrado com os Estados Unidos.
“Aqueles que combatem na arena diplomática não acreditam nas palavras ou promessas do inimigo”, acrescentou Mohammad Bagher Ghalibaf.
Numa entrevista transmitida pela Fox News no sábado, o Presidente dos EUA, Donald Trump, sublinhou que não tem pressa em chegar a um acordo de paz com o Irão, apesar dos prejuízos que o conflito está a causar aos norte-americanos.
Nas últimas semanas, Washington e Teerão tentam negociar um acordo para pôr fim ao conflito iniciado pelos Estados Unidos em fevereiro, enquanto se prolonga um cessar-fogo decretado unilateralmente por Trump, que se tem revelado frágil, com vários ataques limitados, de uma e outra parte, em torno de Ormuz e do Golfo Pérsico.
Lusa

