Quinta-feira, 28 de Maio, 2026

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FMI detecta falhas na supervisão do BNA e pede reforço urgente da fiscalização bancária

O Fundo Monetário Internacional (FMI) identificou dezenas de insuficiências nas funções de supervisão do Banco Nacional de Angola (BNA), apontando fragilidades na gestão de riscos, escassez de pessoal especializado e limitações nos mecanismos de controlo do sistema financeiro angolano.

As conclusões constam do relatório do Programa de Avaliação do Sector Financeiro (FSAP), divulgado este mês, no âmbito de uma missão conduzida em Angola entre Junho e Setembro de 2025.

Segundo o FMI, apesar dos progressos registados nos últimos anos em matéria de enquadramento legal e regulamentar, a supervisão bancária exercida pelo BNA continua a revelar fragilidades estruturais, sendo descrita como “pouco intrusiva” e insuficientemente baseada no risco.

O organismo financeiro internacional alerta que as equipas técnicas do banco central angolano são reduzidas e carecem de maior especialização para responder à crescente complexidade do sector bancário. O relatório refere igualmente deficiências na recolha e tratamento de dados, na supervisão do risco operacional e na monitorização das relações entre accionistas e partes relacionadas com os bancos comerciais.

Entre as principais recomendações, o FMI defende o reforço da capacidade técnica do BNA, a adopção de mecanismos de supervisão mais proactivos e orientados para o futuro, bem como a melhoria dos instrumentos de análise do risco sistémico e dos testes de resistência financeira.

O relatório também chama atenção para a necessidade de clarificar os processos de nomeação e destituição do governador e vice-governadores do banco central, apesar de reconhecer que a independência institucional do BNA está prevista na legislação angolana.

Outro ponto considerado preocupante pelo FMI prende-se com a forte dependência externa no financiamento de programas ligados ao sistema financeiro e com a vulnerabilidade dos bancos angolanos a choques macroeconómicos severos. Os testes de stress realizados no âmbito do FSAP indicam que parte do sistema bancário poderá enfrentar dificuldades em cenários de crise económica ou instabilidade internacional.

O documento recomenda ainda uma maior eficácia nos mecanismos de resolução bancária, intervenção precoce e assistência de liquidez de emergência, defendendo medidas mais firmes para lidar com instituições financeiras problemáticas.

As conclusões do FMI surgem numa altura em que o Banco Nacional de Angola tem reiterado o compromisso com a estabilidade financeira e com o fortalecimento da supervisão do sistema bancário nacional.

Palavras-chave: FMI, Banco Nacional de Angola, BNA, supervisão bancária, sistema financeiro, FSAP, Tiago Dias, economia angolana, bancos, estabilidade financeiraO Fundo Monetário Internacional (FMI) identificou dezenas de insuficiências nas funções de supervisão do Banco Nacional de Angola (BNA), apontando fragilidades na gestão de riscos, escassez de pessoal especializado e limitações nos mecanismos de controlo do sistema financeiro angolano.

As conclusões constam do relatório do Programa de Avaliação do Sector Financeiro (FSAP), divulgado este mês, no âmbito de uma missão conduzida em Angola entre Junho e Setembro de 2025.

Segundo o FMI, apesar dos progressos registados nos últimos anos em matéria de enquadramento legal e regulamentar, a supervisão bancária exercida pelo BNA continua a revelar fragilidades estruturais, sendo descrita como “pouco intrusiva” e insuficientemente baseada no risco.

O organismo financeiro internacional alerta que as equipas técnicas do banco central angolano são reduzidas e carecem de maior especialização para responder à crescente complexidade do sector bancário. O relatório refere igualmente deficiências na recolha e tratamento de dados, na supervisão do risco operacional e na monitorização das relações entre accionistas e partes relacionadas com os bancos comerciais.

Entre as principais recomendações, o FMI defende o reforço da capacidade técnica do BNA, a adopção de mecanismos de supervisão mais proactivos e orientados para o futuro, bem como a melhoria dos instrumentos de análise do risco sistémico e dos testes de resistência financeira.

O relatório também chama atenção para a necessidade de clarificar os processos de nomeação e destituição do governador e vice-governadores do banco central, apesar de reconhecer que a independência institucional do BNA está prevista na legislação angolana.

Outro ponto considerado preocupante pelo FMI prende-se com a forte dependência externa no financiamento de programas ligados ao sistema financeiro e com a vulnerabilidade dos bancos angolanos a choques macroeconómicos severos. Os testes de stress realizados no âmbito do FSAP indicam que parte do sistema bancário poderá enfrentar dificuldades em cenários de crise económica ou instabilidade internacional.

O documento recomenda ainda uma maior eficácia nos mecanismos de resolução bancária, intervenção precoce e assistência de liquidez de emergência, defendendo medidas mais firmes para lidar com instituições financeiras problemáticas.

As conclusões do FMI surgem numa altura em que o Banco Nacional de Angola tem reiterado o compromisso com a estabilidade financeira e com o fortalecimento da supervisão do sistema bancário nacional.

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