O rapto de dezenas de alunos de várias escolas há uma semana no estado nigeriano de Oyo (sul) foi realizado pelos extremistas islâmicos do Boko Haram, segundo o exército, noticia a agência France-Presse (AFP).

“Os raptos recentes ocorridos no estado de Oyo foram claramente perpetrados por terroristas do grupo JAS [Jama’at Ahl al-Sunnah li-l-Da’awah wa al-Jihad, conhecido como Boko Haram], que foram expulsos de outras regiões do país na sequência de operações de grande envergadura realizadas um pouco por todo o lado”, afirmou um porta-voz do exército num comunicado publicado na quinta-feira.
Na última sexta-feira, homens armados atacaram escolas em Yawota e Esiele, no estado de Oyo.
Segundo a Associação de Cristãos da Nigéria (CAN, na sigla em inglês), 39 crianças e sete professores foram raptados, enquanto o governador de Oyo, Seyi Makinda, adiantou os números de 25 alunos e sete professores.
As buscas continuam em curso para encontrar as crianças, com idades entre 2 e 16 anos, e os seus professores.
Frequentes na metade norte do país, os sequestros em escolas são, no entanto, raros no estado de Oyo, um dos mais populosos da Nigéria, cuja capital, Ibadan, é um importante centro educativo do país.
O exército nigeriano, em colaboração com o exército norte-americano, reforçou as suas operações de combate aos extremistas no norte do país, forçando-os a fugir para o sul.
Durante vários dias, no fim de semana passado e no início da semana, ataques aéreos conduzidos pelos exércitos nigeriano e norte-americano no nordeste do país, reduto do Boko Haram, causaram, segundo eles, 175 mortos entre os extremistas.
Os ataques registaram um ressurgimento nos últimos meses, visando civis, mas também militares.
Segundo um relatório da consultora SBM Intelligence, com sede em Abuja, 306 soldados nigerianos foram mortos durante o primeiro trimestre deste ano.
Lusa

